aponta especialistaO setor de saúde suplementar registrou lucro líquido de R$ 12,9 bilhões no primeirosemestre de 2025, de acordo com dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Oresultado representa um crescimento de 131,9% em relação ao mesmo período do anopassado e consolida o maior desempenho da série histórica.A alta foi impulsionada pelos reajustes das mensalidades, pela redução dasinistralidade e pelo cenário de juros elevados, que beneficiaram as aplicaçõesfinanceiras das operadoras. Para cada R$ 100 de receita, as empresas lucraram cercade R$ 6,80 — patamar nunca antes registrado.Diante desses números, o advogado Dr. Elano Figueiredo, ex-diretor da ANS eespecialista em saúde suplementar, alerta para os impactos diretos ao consumidor.“É evidente que os resultados financeiros das operadoras não são apenas reflexo deeficiência, mas sobretudo da política de reajustes, especialmente nos planos coletivos.O problema é que muitos consumidores enfrentam aumentos muito acima da inflação,sem a mesma transparência ou proteção regulatória que existe nos planosindividuais”, destaca.de acordo com o especialista, a diferença entre os reajustes é expressiva: 383,5%acumulados nos planos coletivos entre 2015 e 2025, contra 146,48% nos individuais.“O consumidor precisa conhecer seus direitos, questionar práticas abusivas e, quandonecessário, recorrer ao Judiciário. Não se pode admitir que, enquanto as operadorasregistram lucros recordes, beneficiários enfrentem dificuldades para custear seusplanos ou têm procedimentos negados”, destaca Dr. Elano.Para ele, o desafio do setor será equilibrar sustentabilidade financeira e acessibilidade:“Mais de 52 milhões de brasileiros dependem dos planos de saúde. A regulação precisagarantir que o sistema se mantenha sólido, mas sem sobrecarregar os usuários comreajustes desproporcionais”, completa.Dr. Elano Figueiredo está disponível para entrevistas em TV, rádio e portais de notícias,trazendo análise técnica e acessível sobre os resultados divulgados e os impactos aoconsumidor.