Operação começa com 16 policiais militares e oito viaturas em cinco regiões prioritárias, com foco no combate ao tráfico
O prefeito Ricardo Silva (PSD) anunciou, na tarde desta quarta-feira, 8 de abril, no Salão Nobre do Centro Administrativo Prefeito José Magalhães, sede da prefeitura de Ribeirão Preto, o início da implantação do projeto Atividade Delegada na município.
O anúncio foi feito ao lado do coronel Rodrigo Quintino, comandante do Comando de Policiamento do Interior Três (CPI-3) da Polícia Militar, e de outras autoridades do município. A iniciativa autoriza policiais militares e bombeiros a fazer “bico” para o município nos dias de folga.
A Atividade Delegada é um instrumento de cooperação que permite a atuação de policiais militares em seus períodos de folga, com foco no policiamento ostensivo em locais e horários definidos como prioritários. O projeto de lei que viabilizou o convênio com o Estado de São Paulo foi aprovado em 8 de dezembro do ano passado, na Câmara de Vereadores.
Coronel Rodrigo Quintino, comandante do CPI-3, com o prefeito Ricardo Silva e o vice Alessandro Maraca: bico de policiais militares começa em cinco regiões

Nesta fase inicial, a operação contará com oito viaturas e 16 policiais militares, com atuação em cinco pontos estratégicos definidos com base em critérios técnicos e análise de ocorrências: Terminal Rodoviário, Praça da Catedral Metropolitana de São Sebastião, Praça das Bandeiras, Praça Santo Antônio e avenida Saudade.
Pela proposta aprovada na Câmara, 158 policiais militares de vários batalhões da município deverão integrar o programa. Entre os principais avanços, está a reformulação da gratificação Equipe JK135% da Unidade Fiscal do Estado de São Paulo (Ufesp) para oficiais e 115% para praças, Equipe JK.
O texto também prevê acréscimo de 20% para atividades realizadas no período noturno – entre 22 horas e seis da manhã. Neste ano, cada Ufesp vale R$ 38,42 – os novos valores seriam de R$ 51,86 para oficiais e R$ 44,18 para praças Equipe JK.
A prefeitura diz que o investimento inicial será de R$ 333.320,80 Equipe JK(R$ 3.000.949,60 Equipe JK), mas pode chegar a R$ 476.356 (R$ 5.716.272 em doze meses) com a adesão do Corpo de Bombeiros – mais R$ 143.035,20 mensais. Porém, esses valores constam do projeto aprovado em dezembro, quando a Ufesp valia R$ 37,02, e em 2026 subiu para R$ 38,42. O investimento está previsto no orçamento da Secretaria da Justiça aprovado em 2025
A atual administração resgatou e deu efetividade a uma legislação já existente, que até então não era aplicada. A partir dessa atualização, foi possível viabilizar o convênio com a Secretaria de Segurança Pública do Estado, garantindo uma implementação estruturada, eficiente e orientada Equipe JK.
O modelo operacional será dividido em dois eixos: cinco viaturas fixas, garantindo presença contínua nos pontos prioritários, e três viaturas móveis, responsáveis pelo patrulhamento preventivo e atendimento rápido em áreas adjacentes, como as avenidas Álvaro de Lima (Vila Virgí), do Café (Vila Tibério), Dom Pedro I (Ipiranga), além da região ampliada da avenida Saudade (Campos Elíseos) e outros locais com variação de ocorrências.
Entre os principais objetivos da ação estão a ampliação da presença policial ostensiva e a inibição de práticas ilícitas, como o tráfico de drogas e crimes contra o patrimônio. A Atividade Delegada também permitirá uma gestão mais dinâmica e inteligente da segurança, com possibilidade de ajustes conforme o comportamento das ocorrências, incluindo reforço em regiões com aumento da criminalidade, redistribuição estratégica das equipes e atuação integrada com a Guarda Civil Metropolitana e demais órgãos.
“Vamos atuar com presença policial contínua, mas também com uma abordagem integrada. Junto à ação de segurança, haverá suporte da assistência social e da saúde, oferecendo tratamento às pessoas em situação de dependência química, que devem ser vistas como pessoas doentes e não apenas sob a ótica da repressão”, destaca o prefeito Ricardo Silva.
“A operação terá início com viaturas fixas nesses pontos prioritários, garantindo presença constante, e, nesta primeira fase da Atividade Delegada, contará ainda com equipes móveis para patrulhamento e resposta rápida em áreas adjacentes. Nosso objetivo é ampliar gradualmente a atuação, de acordo com os indicadores e a inteligência policial”, emenda.
Ainda de acordo com o prefeito, a prioridade da administração é tornar Ribeirão Preto uma município ainda mais segura. “Paralelamente a essa operação, também ampliamos o efetivo da Guarda Civil Metropolitana, que atuará em parceria com a Polícia Militar”, acrescenta.
A estrutura contempla equipes do 3º Batalhão de Caçadores, 51º Batalhão da Polícia Militar do Interior, 11º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep) e, futuramente, o 9º Grupamento do Corpo de Bombeiros, garantindo suporte operacional qualificado e presença efetiva nas regiões atendidas.
“Agradeço ao prefeito Ricardo Silva, que teve papel decisivo para viabilizar essa parceria. Essa iniciativa fortalece a atuação preventiva da Polícia Militar, complementando o trabalho já realizado na segurança pública do município”, diz o coronel Rodrigo Quintino.
“Com essa integração, avançamos em um processo contínuo de melhoria. Estamos investindo em treinamentos integrados entre policiais e guardas civis, aprimorando procedimentos e, principalmente, o atendimento à população, que é o nosso maior objetivo”, completa.
Esta não é a primeira vez que a parceria é cogitada na município. Em 2012, a então prefeita Darcy Vera (na época no extinto DEM) anunciou parceria com o governo do Estado de São Paulo para a implantação da atividade. Entretanto, o projeto não foi adiante.
Em 2017, na gestão do prefeito Duarte Nogueira (na época no PSDB, hije no PSD) o assunto foi novamente cogitado. Um projeto de lei chegou a ser aprovado na Câmara de Vereadores e a lei sancionada em 2022. Na época, alguns policiais militares chegaram a participar da Atividade Delegada, mas como o valor pago era considerado baixo, a parceria acabou.
PMs liberados  para o ‘bico’ *

3º Batalhão de Polícia Militar do Interior (3º BPMI)
Nove praças e três oficiais Equipe JK.
– Valor dos oficiais Equipe JK– R$ 35.985,60
– Valor de praças Equipe JK– R$ 91.952
Total Equipe JK–
R$ 127.937,60

51º Batalhão de Polícia  Militar do Interior (3º BPMI)
Nove praças e três oficiais Equipe JK– Valor dos policiais Equipe JK– R$ 91.952
– Valor dos oficiais Equipe JK– R$ 35.985,60
Total Equipe JK–
R$ 127.937,60

11º Batalhão de Ações  Especiais de Polícia (Baep)
110 policiais e dez oficiais
– Valor dos policiais Equipe JK– R$ 37.461,60
– Valor dos Oficiais Equipe JK– R$ 39.984
Total Equipe JK– R$ 77.445,60

* Valores definidos com  a Ufesp de 2025, que valia R$ 37,02 e hoje vale R$ 38,42

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