Por Equipe JK
Técnico cita vaias da torcida antes do jogo e exalta elenco em virada sobre Operário-PR
Após o Botafogo encerrar um longo jejum de vitórias na última segunda-feira (14), com o triunfo por 2 a 1 sobre o Operário-PR, o técnico Claudio Tencati exaltou sua equipe e “cutucou” aqueles que criticaram o time durante a crise. No duelo, disputado no Estádio Santa Cruz/Arena Nicnet, o Pantera entrou em campo vaiado pelos apenas 718 torcedores que estiveram nas arquibancadas.
Em meio à queda no volume de público presente nos jogos durante o período de dez rodadas do Pantera sem vencer na Série B do Campeonato Brasileiro – o último resultado positivo havia sido em 1º de abril, contra o América-MG –, Tencati segregou o que, na visão dele, são dois tipos de botafoguenses.
“É agradecer a Deus, porque na dificuldade é primeiro honrar a Deus, à família que está próxima e às pessoas que torcem de verdade. Infelizmente, aqueles que não torcem de verdade vão esperar esse oportunismo, como foi recentemente, mas a gente não liga. As críticas podem vir, as acusações podem vir. Faz parte do jogo e temos de estar preparados para isso. Entramos no campo já vaiados e xingados, e faz parte. Não vou recriminar ninguém. O momento não era favorável e paciência”, disse.
Quanto ao jogo em si, o comandante acredita que foram 90 minutos de equilíbrio diante do Operário. O Tricolor chegou a sair atrás no fim do primeiro tempo, mas buscou a reação na etapa complementar com dois gols de Hygor e somou três pontos fundamentais na luta contra o rebaixamento. Por isso, Tencati fez questão de deixar um recado aos adversários.
“No contexto do jogo, a gente fez um planejamento. Não esperávamos um jogo fácil, porque o Operário vem bem, uma equipe bem colocada na tabela, mas a gente sabia que poderia ter força. Fizemos um primeiro tempo não irregular, porque foi equilibrado, só que o pênalti destruiu tudo o que a gente tentou construir. Qual defesa o Victor teve de fazer no primeiro tempo? Não fizemos tantas jogadas ofensivas, mas o jogo estava equilibrado, até porque o Operário teve uma postura diferente de outros jogos: veio nos marcar alto, nos pressionar e foi agressivo. Pensaram que o Botafogo está morto, mas quero deixar o recado que o Botafogo está mais vivo do que nunca. Todas as equipes que enfrentarem o Botafogo vão sofrer na nossa mão. Nós temos de fazer isso acontecer”, pontuou o técnico, que reconheceu o aspecto coletivo na virada.
“Muito mérito da equipe. Nas substituições, pensamos e mudamos o sistema. Quem entrou, foi muito bem, e fazia tempo que os que entravam não potencializavam a equipe. Dessa vez, quem entrou melhorou o comportamento da equipe. Essa é uma vitória do grupo.”
Ainda em busca de abrir distância para o Z-4, o Botafogo volta a campo no sábado, às 19h, contra o Ceará, na Arena Castelão.