Por Equipe JK

A Justiça definiu a data da audiência de instrução do caso que apura uma tentativa de homicídio , com um copo de açaí contendo chumbinho. A sessão será realizada no dia 1º de setembro, a partir das 14h30, no Fórum de Ribeirão Preto.

A juíza responsável pelo caso, Carolina Moreira Gama, da 1ª Vara do Júri e das Execuções Criminais de Ribeirão Preto, vai apurar a denúncia do promotor Eliseu José Berardo Gonçalves, do Ministério Público de São Paulo (MPSP) de tentativa de homicídio de Adenilson Ferreira Parente. A acusada é sua namorada, Larissa de Souza Batista. Ela foi presa preventivamente no dia 15 de abril e aguarda o processo na Penitenciária Feminina de Mogi Guaçu. Sua participação na audiência será virtual. O processo tem tramitação prioritária pelo TJSP.

Serão ouvidas testemunhas de defesa e de acusação. Depois as provas serão analisadas. Na sequência, a acusada deverá ser ouvida. O passo seguinte serão as alegações verbais e . Só depois de todo este trâmite, que pode levar mais de uma sessão, é que a juíza vai decidir se a acusada será julgada pelo Tribunal do Júri. A defesa de Larissa não retornou ao contato da re .

Laudo do IC constatou presença de “chumbinho” em copo de açaí (Foto: Reprodução)

Entenda o caso

Adenilson Ferreira Parente ficou internado . Ele passou mal após consumir um copo de açaí com morango, leite condensado e amendoim triturado, comprado em uma loja no Jardim Anhanguera, zona leste de Ribeirão Preto, no dia 5 de fevereiro.

A Justiça negou inicialmente o pedido de prisão tem , mas autorizou busca e apreensão na residência do casal. No local, policiais apreenderam um pote com leite em pó, um copo de café e os celulares dos dois.

Os materiais foram encaminhados ao Instituto de Criminalística, na capital, para perícia. Imagens de câmeras de segurança mostram a movimentação na residência antes de Adenilson ser levado a um posto de saúde.

Diante da gravidade do quadro, ele foi transferido ao HC-UE, onde foi intubado e permaneceu na UTI. A suspeita de envenenamento por “chumbinho” foi levantada , e o caso passou a ser investigado pela Delegacia Especializada de Investigações Criminais (Deic).

Laudo do Instituto de Criminalística (IC) constatou a presença de terbufós, princípio ativo do “chumbinho” no copo de açaí consumido . Desde o início das investigações, o delegado Fernando Bravo descartou que o açaí tenha saído já com o veneno do estabelecimento que o vendeu e a namorada da vítima foi considerada a única suspeita.

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