Por Equipe JK

Leilane Vitória Oliva Coelho, de 22 anos, e seu companheiro, Andrey Gabriel Zancarli, de 23 anos, foram denunciados pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP . Se a Justiça acatar e o casal for condenado, a pena pode chegar a 80 anos de prisão.

Os dois estão presos após um amante da mãe da criança denunciá-la. Ele teria visto vídeos com abuso sexual praticados contra a filha, com seu consentimento.

O homem denunciou o caso à Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Ribeirão Preto e o casal foi preso em 10 de dezembro do ano passado. Zancarli estava na casa onde morava com Leilane, a enteada e um bebê, filho do casal.

As crianças foram acolhidas , que vive na zona Oeste da cidade. Já a criança de 3 anos foi levada para um abrigo. O padrasto negou o estupro, mas admitiu que fizeram “coisas erradas”.

Leilane foi presa pouco depois, na loja onde trabalhava, na zona Sul da cidade. Em depoimento, ela teria dito que tinha fetiche, .

Com a apreensão dos celulares do casal, a DDM chegou até os vídeos dos abusos sexuais cometidos contra a criança. A delegada responsável pelas investigações, Michela Ragazzi, confirmou que os vídeos foram encontrados. Ela também disse, em entrevista, que os vídeos são chocantes.

O inquérito concluiu pelo crime e eles pediram ao MP que fizesse a denúncia. O MP apresentou, , a denúncia contra o casal. Se a Justiça acatar, eles se tornam réus. O MP citou os crimes de estupro de vulnerável, produção de , divulgação de , posse de , aliciamento de criança e fornecimento de bebida alcoólica à criança, que era dopada para não se lembrar dos atos libidinosos que o casal gravava.

O MP entendeu que o casal tinha consciência e vontade de praticar os crimes, chegando a oferecer produtos que poderiam causar dependência física ou psíquica à menina, justamente -la.

A re , mas recebeu uma nota informando que não seria possível dar detalhes. “Esse processo está sob segredo de justiça, às partes e advogados”, informou o MPSP. Os advogados do casal não foram localizados.

Com o pai

Desde 31 de dezembro, a criança vítima dos abusos sexuais praticados pela própria mãe e pelo padrasto, foi morar com o pai biológico, que vive na região de Paranapanema (SP), distante 315 km de Ribeirão Preto.

Segundo Beatriz Moreno, advogada do pai, o reencontro com a criança emocionou. Ela está bem e estaria participando de terapias para que não sofra sequelas em relação à situação pela qual foi exposta.

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