Balanço aponta os avanços nas obras de recuperação, atendimento social e liberação de recursos após a tempestade que atingiu Ribeirão Preto e região.
A fase de resposta imediata ao temporal que atingiu Ribeirão Preto e cidades vizinhas na madrugada de 24 de julho de 2026 deu lugar a um cenário de transição voltado à recuperação de infraestruturas e conclusão de obras estruturais. Com ventos que alcançaram 120 km/h, o fenômeno deixou um saldo superior a 500 árvores caídas, além de danos generalizados em moradias, prédios públicos e na zona rural.
Em Ribeirão Preto, onde o Corpo de Bombeiros atendeu mais de 440 ocorrências, a Prefeitura estimou inicialmente em R$ 21,15 milhões os gastos necessários para zeladoria urbana, limpeza e desobstrução de vias. O município registrou uma morte decorrente do desabamento de uma estrutura residencial. O impacto atingiu também o campus da USP, onde uma força-tarefa foi mobilizada para retirar árvores caídas e conter infiltrações em telhados de laboratórios e salas de aula.
Na área da educação, a maior parte das 146 unidades da rede municipal foi reaberta, restando apenas três escolas com atividades suspensas devido a problemas estruturais. A situação também afetou a rotina de ensino em Dumont e Guariba. Já na saúde, quatro unidades básicas de atendimento continuam com portas fechadas em Ribeirão Preto, enquanto hospitais como o Santa Lydia finalizam reparos em centros cirúrgicos. O Hospital das Clínicas operou temporariamente com geradores durante o período mais crítico.
O suporte às famílias atingidas mobilizou a assistência social. Cerca de 1.806 pessoas passaram pela rede socioassistencial em Ribeirão Preto, recebendo itens como cestas básicas, colchões e materiais de limpeza. A demanda por abrigamento provisório caiu para perto de zero. Em municípios como Guariba e Dumont, a distribuição de telhas e o cadastramento de moradores também integraram as ações de apoio imediato.
Os recursos financeiros para a reconstrução vêm de múltiplas frentes. Guariba prevê um montante de cerca de R$ 46 milhões para recuperar a infraestrutura pública, enquanto Taquaritinga calcula prejuízos totais de R$ 189,09 milhões, sendo R$ 31,39 milhões apenas em estruturas públicas. No setor agropecuário, que sofreu com estradas vicinais danificadas e perdas de produtores avaliadas em mais de R$ 30 milhões em Dumont, o governo estadual liberou linhas de crédito por meio da Desenvolve SP e do Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista.
A articulação com o poder público federal ocorre por meio do Grupo de Apoio a Desastres, vinculado à Defesa Civil Nacional. A administração municipal também protocolou pedidos de repasses junto ao Ministério da Saúde. Enquanto os recursos externos não são integralmente liberados, contratos locais viabilizam os reparos mais urgentes na cidade.