Programa federal de renegociação de dívidas registrou alta expressiva de contratos na Região Metropolitana de Ribeirão Preto.

A adesão ao programa federal Desenrola Brasil apresentou forte crescimento na Região Metropolitana de Ribeirão Preto entre os meses de maio e junho de 2026. De acordo com levantamento da Acirp, com base em dados do Instituto de Economia Maurílio Biagi (IEMB-Acirp), a quantidade de operações de renegociação de débitos registrou alta de 99%, enquanto o volume financeiro contratado subiu 59%, superando a média nacional de 45%.

Até a primeira quinzena de julho, o total acumulado em contratos de renegociação para famílias com renda de até cinco salários mínimos chegou a R$ 21,95 milhões. A cidade de Ribeirão Preto concentrou mais da metade desse montante. Somada a outras quatro cidades da região, o grupo respondeu por 75,1% de todo o valor movimentado.

O balanço aponta que 11.364 mutuários distribuídos pelas 34 cidades da área metropolitana participaram da iniciativa, gerando 11.873 operações. O tíquete médio ficou em R$ 1.849, patamar equivalente à média nacional de R$ 1.879. O índice de inadimplência nessas operações ficou em 1,61%.

As renegociações abrangeram majoritariamente débitos ligados ao consumo cotidiano, como cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal. Para o IEMB-Acirp, a medida auxilia na retomada do crédito e no alívio do orçamento doméstico, o que deve beneficiar o comércio e os serviços locais.

A avaliação do instituto é de que o reflexo na economia real ocorre de forma gradual. A expectativa é que o impacto mais visível no consumo seja percebido apenas no final de 2026, visto que o processo opera como um refinanciamento e não gera folga financeira imediata.

Entre os segmentos que podem registrar melhoras estão o comércio de vestuário, calçados, móveis, eletrodomésticos e materiais de construção, além de bares, restaurantes, serviços de saúde, educação, beleza e lazer. Por outro lado, o relatório aponta um alerta quanto ao risco de novos endividamentos, recomendando cautela na liberação de crédito para consumidores recém-saídos dos cadastros de inadimplentes.

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