Levantamento do Procon de Ribeirão Preto aponta que setor de telefonia e problemas com cobranças lideram as reclamações no primeiro semestre.
O sistema municipal de defesa do consumidor em Ribeirão Preto somou 2.117 atendimentos nos primeiros seis meses de 2026, conforme balanço divulgado pelo órgão. Do total de registros contabilizados entre 1º de janeiro e 30 de junho, 531 ocorrências foram direcionadas às dez companhias que acumularam mais queixas, índice que representa 25,1% das demandas do período.
As empresas de telefonia concentraram boa parte das reclamações dos moradores. A Claro S.A. liderou a lista com 118 registros, seguida logo após pela Telefônica Brasil S.A. (Vivo), que registrou 93 casos. A CPFL apareceu na sequência com 69 atendimentos, enquanto a TIM somou 54 e o Banco BMG registrou 40 queixas.
O ranking seguiu com o Grupo Casas Bahia, responsável por 35 ocorrências. As instituições financeiras Bradesco, Santander e a Pefisa ficaram empatadas com 32 registros cada uma, e o Itaú Unibanco fechou o grupo das dez primeiras com 26 queixas.
Em relação aos motivos que levaram os consumidores ao órgão, as cobranças encabeçam a lista. Apenas entre as dez empresas mais demandadas, 144 atendimentos versaram sobre cobrança indevida, o equivalente a 27,1% das queixas desse grupo. Quando somadas todas as situações ligadas a cobrança ou contestação, o volume atingiu 380 registros, índice que corresponde a 71,6% das ocorrências envolvendo essas companhias.
Além das cobranças contestadas, o Procon atendeu relatos sobre valores cobrados após o cancelamento de serviços, envio de produtos não pedidos, deficiências no atendimento e dificuldades para realizar trocas ou reparos cobertos pela garantia.
O gerente do órgão, Leonardo Thomazini, aconselha que o cliente verifique os extratos de cobrança com atenção e guarde todos os papéis e registros referentes a aquisições e acordos. A recomendação é preservar comprovantes, notas fiscais, números de protocolo e históricos de conversas com os fornecedores. Caso a cobrança indevida não seja solucionada de forma direta com a empresa, o consumidor deve buscar o posto do Procon no Poupatempo para abrir a reclamação formal.