Estudo internacional aponta eficácia da vacina contra HPV na queda de óbitos, enquanto o Brasil reforça campanhas de imunização.

A vacina contra o HPV teve impacto direto na redução da mortalidade por câncer de colo do útero, de acordo com uma pesquisa recente divulgada na revista científica The Lancet. O levantamento realizado na Inglaterra não contabilizou nenhum óbito pela doença entre mulheres de 20 a 24 anos no período de 2020 a 2024, um reflexo da alta adesão à imunização durante a adolescência.

As projeções do Instituto Nacional de Câncer indicam que o Brasil deve registrar mais de 19 mil novos casos anuais da doença entre 2026 e 2028. Excetuando os tumores de pele não melanoma, o câncer de colo do útero permanece entre os mais frequentes no público feminino nacional.

Segundo o oncologista Diocésio Andrade, os dados demonstram que a vacina extrapola a barreira contra a infecção e reduz os óbitos a longo prazo, visto que a infecção persistente pelo vírus é o principal fator para o desenvolvimento do tumor. O médico aponta que a aplicação também previne neoplasias de pênis, ânus e orofaringe.

O Ministério da Saúde recomenda a aplicação do imunizante para o público de 9 a 14 anos. Na rede pública de Ribeirão Preto, jovens de 15 a 19 anos que não tomaram as doses no período regular têm até o dia 31 de dezembro para realizar a vacinação gratuita de resgate.

Especialistas reforçam que a vacina não substitui os exames de rotina. O acompanhamento ginecológico e os exames preventivos seguem necessários para detectar lesões iniciais e garantir melhores resultados no tratamento.

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