Investigação da Polícia Civil em Franca resulta no indiciamento de suspeitos envolvidos em esquema de cárcere privado e conexões com homicídio na região.
A Polícia Civil de Franca concluiu uma nova etapa da apuração sobre o caso que envolve a morte do caseiro Milton de Sousa Prado, o desaparecimento de Maria Isabel Prado e o sequestro de familiares dela. Seis mulheres foram indiciadas por participação no cárcere privado da mãe, da irmã adolescente e da sobrinha recém-nascida de Maria Isabel, em uma trama que, segundo os investigadores, teve atuação coordenada e divisão de funções.
Entre as indiciadas estão Noemi Vitória de Sousa Rosa, apontada como uma das líderes do grupo, além de parentes de Rafael Vitor Silva de Sousa Rosa e Guilherme Henrique Melo da Cruz, jovens que também passaram a ser investigados no caso e foram encontrados mortos um mês depois da morte de Milton. A polícia também indiciou Wellington Amorim da Silva, preso em flagrante em 7 de julho, acusado de fazer a vigilância do cativeiro.
De acordo com o inquérito, a sequência dos crimes começou em 16 de junho, quando Milton foi morto a pauladas em uma chácara onde trabalhava. Depois, Maria Isabel teria confessado que pediu a Rafael e Guilherme que dessem um “corretivo” no pai, versão usada pelos investigadores para ligar os crimes. Com o desaparecimento dos dois jovens, familiares passaram a pressionar a família de Milton em busca de informações, o que teria motivado o sequestro.
As vítimas foram levadas a diferentes endereços em Franca e mantidas em cativeiro na casa de Kelly Cristina Queiroz Cardoso, no Jardim Aeroporto III. Elas foram resgatadas pela DIG no dia 7 de julho. Maria Isabel, porém, não foi localizada na operação e segue desaparecida. A Polícia Civil não descarta a possibilidade de ela ter sido morta.
As investigações também apontaram a participação de familiares de Rafael e Guilherme na tentativa de localizar os dois jovens antes da descoberta dos corpos, encontrados em Sacramento (MG) em 9 de julho. O caso segue sob responsabilidade da Polícia Civil, que continua apurando a relação entre a morte do caseiro, os desaparecimentos e o sequestro da família.