Por Equipe JK

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acelerou de 0,70% em fevereiro para 0,88% em março, 0,18 ponto percentual acima, sétimo mês seguido de inflação e a taxa mais elevada desde fevereiro do ano passado, quando disparou 1,31%. O avanço foi puxado pelos preços dos grupos Transportes e Alimentação e bebidas.

Juntos responderam por 76% do IPCA. Considerando apenas meses de março, a taxa foi a mais elevada desde 2022, quando fechou em 1,62%. No terceiro mês 2025, a taxa tinha sido de 0,56%.os dados foram divulgados nesta sexta-feira, 10 de abril, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Fechou janeiro de2026 e dezembro de 2025 em elevação de 0,33%. Foi de 0,18% em novembro e de 0,09% em outubro, após registrar deflação de 0,11% em agosto e aumentos de 0,26% em julho, 0,24% em junho, 0,26% em maio, 0,43% em abril e 0,16% em janeiro de 2025.

O IPCA encerrou o ano passado com alta de 4,26%, segundo o IBGE, 0,24 ponto percentual abaixo do teto da meta de inflação perseguida pelo Banco Central, de 4,50%. A inflação acumulada não pode superar esse patamar por seis meses consecutivos. O centro é de 3,00%.

O acumulado em doze meses voltou a acelerar após arrefecer de 4,44% até janeiro para 3,81% até fevereiro. Saltou para 4,14% até março, 0,36 ponto percentual abaixo do teto da meta de inflação perseguida pelo Banco Central, de 4,50%. O centro da meta é de 3,00%. Era de 5,48% no mesmo período de 2025, corte de 1,34 p.p. em 2026

A taxa acumulada pela inflação acelerou de 1,03% até fevereiro para 1,92% no primeiro trimestre, 0,89 ponto percentual acima. Nos primeiros três meses do ano passado estava em 2,04%, uma diferença de 0,12 p.p. em relação ao IPCA de 2026, segundo o IBGE.

Itens – O aumento de 4,59% na gasolina foi o fator mais relevante para o desempenho dos preços dos transportes, o que provocou impacto de 0,23 p.p. na inflação do mês, após queda de 0,61% em fevereiro A passagem aérea (alta de 6,08% após elevação de 11,40% no mês anterior) e o diesel (passou de alta de 0,23% para 13,90%), também pesaram apesar de menor influência no índice geral.

As maiores altas em Alimentação e bebidas ficaram com os subitens Leite longa vida (11,74%) e tomate (20,31%), que representam respectivamente impactos de 0,07 e 0,05 p.p. sobre o IPCA do mês. Juntos, esses cinco subitens foram responsáveis por 0,43 pontos percentuais do IPCA de março (0,88%).

Transportes – A variação dos Transportes mais que dobrou, de fevereiro (0,74%) para março (1,64%), impulsionada pela alta nos combustíveis, de 4,47%, após queda de 0,47% no mês anterior. A gasolina, que em fevereiro caíra 0,61%, em março subiu 4,59%, sendo o principal impacto individual (0,23 p.p.) no índice do mês.

Também se destacou o óleo diesel, que saiu de 0,23% em fevereiro para 13,90% em março, com 0,03 p.p. de impacto no mês. Já o etanol subiu 0,93% após alta de 0,55% e o gás veicular recuou 0,98%, após queda de 3,10) em fevereiro. O subitem passagem aérea desacelerou de 11,40% em fevereiro para 6,08% em março.

Alimentação – O grupo Alimentação e bebidas acelerou de 0,26% em fevereiro para 1,56% em março. A alimentação no domicílio subiu 1,94%, acima do mês anterior (0,23%), sob influência do tomate (20,31%), da cebola (17,25%), da batata-inglesa (12,17%), do leite longa vida (11,74%) e das carnes (1,73%).

Os destaques em queda foram a maçã (-5,79%) e o café moído (-1,28%). A alimentação fora do domicílio passou de 0,34% em fevereiro para 0,61%, com o lanche saindo de 0,15% em fevereiro para 0,89% em março e a refeição com 0,49%, mesma variação do mês anterior.

Despesas e Saúde – O grupo com a terceira maior variação no mês, Despesas pessoais (0,65%), foi influenciado pelo subitem cinema, teatro e concertos (3,95%), com o fim da semana do cinema que ocorreu em fevereiro. Já o grupo Saúde e cuidados pessoais (0,42%) foi influenciado pela alta em plano de saúde (0,49%).

Habitação – No grupo Habitação, a variação de 0,22% em março contempla a alta da energia elétrica residencial (0,13%, ante elevação de 0,33% cem fevereiro). No mês, manteve-se a bandeira tarifária verde, sem custo adicional para os consumidores.

Grupos Todos os nove grupos que integram o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo registraram altas de preços em março, segundo o IBGE: Alimentação e bebidas (alta de 1,56% e impacto de 0,33 ponto percentual);  Artigos de residência (0,51%, impacto de 0,02 ponto); e Comunicação (0,19% e 0,01 p.p.).

Completam a lista e Saúde e cuidados pessoais (0,42% e contribuição de 0,06 ponto); Despesas pessoais (0,65%, impacto de 0,07 ponto); Educação (0,02%, sem impacto); Transportes (1,64%, impacto de 0,34 ponto percentual); Habitação (0,22% e contribuição de 0,03 ponto percentual); e Vestuário (0,46%, impacto de 0,02 ponto).

Difusão –
O índice de difusão do IPCA, que mostra o percentual de itens com aumentos de preços, passou de 61% em fevereiro para 67% em março, segundo o IBGE. A difusão de itens alimentícios saiu de 55% em fevereiro para 70% em março. Já a difusão de itens não alimentícios se manteve em 66% em março ante 66% em fevereiro.

INPC –
Já o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) alcançou 0,91% em março. Com isso, ficou 0,35 p.p. acima do resultado de fevereiro (0,56%). No ano, o INPC acumula alta de 1,87% e, nos últimos doze meses, de 3,77%. O percentual ultrapassa os 3,36% acumulados nos doze meses imediatamente  Mede a variação dos preços para as famílias com renda de um a cinco salários mínimos e chefiadas por assalariados.

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