Por Equipe 016

Imunização no estado passa a contemplar todos os trabalhadores da saúde e quem tem 59 anos, reforçando estratégia de proteção contra a doença

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) ampliou o público-alvo da vacinação contra a dengue no estado. A partir de segunda-feira, 4 de maio, além dos profissionais da Atenção Primária à Saúde da rede municipal, a imunização também estará disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) para trabalhadores da saúde que atuam em estabelecimentos públicos e privados, além da população de 59 anos.

O público-alvo estimado é de 1.761.563 profissionais da saúde no estado.  A medida tem como objetivo ampliar a proteção dos grupos mais expostos e vulneráveis, fortalecendo a estratégia de enfrentamento à dengue em todo o território paulista. Desenvolvida pelo Instituto Butantan, a vacina é a primeira do mundo em dose única e capaz de induzir proteção contra os quatro sorotipos do vírus da dengue.

Desde o início da vacinação, em fevereiro deste ano, já foram administradas 129.563 doses da Butantan-DV. O estado de São Paulo recebeu 292.215 doses do imunizante pelo Programa Nacional de Imunização. Os municípios também possuem autonomia para adotar suas próprias estratégias de imunização.

Até o dia 30 de abril, o estado de São Paulo registrou 33.877 casos de dengue e 13 óbitos neste ano. Em 2025, foram confirmados 885.511 casos e 1.133 óbitos no território paulista, reforçando a importância da ampliação das estratégias de prevenção e imunização.

A aprovação da Butantan-DV é sustentada pelos resultados de cinco anos de acompanhamento dos voluntários do ensaio clínico de fase 3 encaminhados à Anvisa. No público de 12 a 59 anos, o imunizante mostrou 74,7% de eficácia geral e 91,6% de eficácia contra dengue grave e com sinais de alarme.

O estudo, conduzido entre 2016 e 2024, avaliou a Butantan-DV em mais de 16 mil voluntários residentes de 14 estados brasileiros. Resultados anteriores do acompanhamento de dois e 3,7 anos foram publicados no The New England Journal of Medicine e na The Lancet Infectious Diseases, respectivamente.

Composto pelos quatro sorotipos do vírus da dengue, o imunizante se mostrou seguro e eficaz tanto em pessoas com infecção prévia como naquelas que nunca tiveram contato com o patógeno. A maioria das reações foi leve a moderada, sendo as principais dor e vermelhidão no local da injeção, dor de cabeça e fadiga.

Eventos adversos sérios relacionados à vacina foram raros e todas as pessoas se recuperaram. Os benefícios da dose única foram descritos em um relatório publicado por pesquisadores do Reino Unido na Human Vaccines & Immunotherapeutics, em 2018. O estudo apontou que programas de imunização com menos doses estão associados a uma melhor cobertura vacinal e enfrentamento da doença.

A Secretaria orienta que, neste momento, a vacina contra a dengue não seja aplicada junto com outros imunizantes. Essa medida visa evitar confusão na análise de Eventos Supostamente Atribuíveis à Vacinação ou Imunização (ESAVI) diante da introdução de uma nova vacina, e poderá ser alterada diante de novas evidências a qualquer momento.

Assim, outras vacinas podem ser administradas após intervalos específicos: no caso das vacinas inativadas e demais imunizantes (exceto os atenuados), a aplicação pode ocorrer a partir de 24 horas. Já as vacinas atenuadas devem ser feitas com intervalo mínimo de 30 dias após a vacina contra a dengue.

Para ampliar o público autorizado a receber o imunizante, recentemente, o Instituto Butantan começou a recrutar voluntários de 60 a 79 anos para ensaios clínicos da Butantan-DV em quatro centros de pesquisa em Porto Alegre e Pelotas, no Rio Grande do Sul, e um em Curitiba, no Paraná. Em caso nde dúvidas, acesse www.dengue100duvidas.sp.gov.br.

Sintomas da doença – É preciso estar atento aos sintomas da dengue, que podem começar repentinamente, duram entre cinco e sete dias:
* Febre alta (39° a 40°C);
* Dor no corpo e articulações;
* Dor atrás dos olhos;
* Mal-estar;
* Falta de apetite;
* Dor de cabeça;
Manchas vermelhas no corpo;
* Hemorragia em casos graves;
* Dor abdominal, principalmente em crianças.

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