Por Equipe JK

Foi o oitavo ês seguido com inflação; taxa é a mais elevada para o mês de abril desde 2022 , quando fechou em 1,06%

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) desacelerou de 0 0,88% em março para 0,67% em abril, 0,21 ponto percentual abaixo, oitavo mês seguido de inflação e a taxa mais baixa desde janeiro, quando encerrou em 0,33%. O avanço foi puxado pelos preços dos grupos Alimentação e bebidas e Saúde e cuidados pessoais. Juntos, representam, aproximadamente, 67% do resultado do mês.

Considerando apenas meses de abril, a taxa foi a mais elevada desde 2022, quando fechou em 1,06%. No quarto mês 2025, a taxa tinha sido de 0,43%.os dados foram divulgados nesta terça-feira, 12 de maio, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Fechou fevereiro em alta de 0,70% e janeiro de 2026 e dezembro de 2025 em elevação de 0,33%. Foi de 0,18% em novembro e de 0,09% em outubro, após registrar deflação de 0,11% em agosto e aumentos de 0,26% em julho, 0,24% em junho, 0,26% em maio, 0,43% em abril e 0,16% em janeiro de 2025.

O IPCA encerrou o ano passado com alta de 4,26%, segundo o IBGE, 0,24 ponto percentual abaixo do teto da meta de inflação perseguida pelo Banco Central, de 4,50%. A inflação acumulada não pode superar esse patamar por seis meses consecutivos. O centro é de 3,00%.

O acumulado em doze meses voltou a acelerar de 4,14% até março para 4,39% até o mês passado, 0,11 ponto percentual abaixo do teto da meta de inflação perseguida pelo Banco Central, de 4,50%. O centro da meta é de 3,0. Estava em 4,44% até janeiro e 3,81% até fevereiro. Era de 5,53% no mesmo período de 2025, corte de 1,1 p.p. em 2026

A taxa acumulada pela inflação, que havia acelerado de 1,03% até fevereiro para 1,92% em março, disparou para 2,60% no primeiro quadrimestre, 0,68 ponto percentual acima. Nos primeiros quatro meses do ano passado estava em 2,48%, uma diferença de 0,12 p.p. em relação ao IPCA de 2026, segundo o IBGE.

Os preços de Alimentação e bebidas aumentaram 1,34% em abril, após alta de 1,56% em março. O grupo deu uma contribuição positiva de 0,29 ponto percentual para o IPCA, que subiu 0,67% no mês. Acumula inflação de 3,44% no primeiro quadrimestre de 2026. Entre os componentes do grupo, a alimentação no domicílio teve alta de 1,64% em abril, após ter avançado 1,94% no mês anterior.

As principais altas foram da cenoura (26,63%), do leite longa vida (13,66%), da cebola (11,76%), do tomate (6,13%) e das carnes (1,59%). No lado das quedas destacaram-se o café moído (-2,30%) e o frango em pedaços (-2,14%). A alimentação fora do domicílio subiu 0,59%, ante alta de 0,61% em março. O lanche saiu de 0,89% em março para 0,71% em abril e a refeição, de 0,49% para 0,54%, no mesmo período.

No grupo Saúde e cuidados pessoais, a alta foi de 1,16% e o impacto 0,16 p.p. no índice do mês. Um dos destaques foi o reajuste dos medicamentos, aprovado a partir de abril, com limite de até 5,09% em 2025 e 3,81% em 2026.  Os produtos farmacêuticos subiram 1,77%e os artigos de higiene pessoal avançaram 1,57%, com destaque para o perfume, que subiu 1,94%.

Os preços de Transportes subiram 0,06% em abril, após alta de 1,64% em março. O grupo deu uma contribuição positiva de 0,01 ponto percentual para o IPCA, que subiu 0,67% no mês. Os preços de combustíveis tiveram alta de 1,80% em abril, após avanço de 4,47% no mês anterior.

A gasolina subiu 1,86%, após ter registrado alta de 4,59% em março, enquanto o etanol avançou 0,62% nesta leitura, após alta de 0,93% na última. Também se destaca a alta no óleo diesel, de 4,46%,ante 13,90% em março. O gás veicular recuou 1,24%.

No grupo Habitação, a variação de 0,63% em abril teve influência do gás de botijão, com alta de 3,74% (após queda de 0,21%), e da energia elétrica residencial (0,72%,contra 0.13% em março). Em Ribeirão Preto, a conta de luz da CPFL Paulista ficou, em média, 12,13%mais cara em abril.

Difusão – O índice de difusão do IPCA, que mostra o porcentual de itens com aumentos de preços, passou de 67% em março para 65% em abril.   A difusão de itens alimentícios saiu de 70% em março para 67% em abril. Já a difusão de itens não alimentícios passou de 66% em março para 64% em abril.

Grupos – Todos os nove grupos que integram o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo registraram altas de preços em abril, segundo o IBGE: Além de Alimentação e bebidas, Saúde e cuidados pessoais, Transportes e  Habitação, Artigos de residência ( de 0,51% para 0,65%, impacto de 0,02 ponto percentual) também fechou o mês com inflação.

Completam a lista Comunicação (de 0,19% para 0,57%, contribuição de 0,03 p.p.), Despesas pessoais (passou de 0,65% para 0,35%, impacto de 0,04 ponto); Educação (de 0,02% para 0,06%, sem impacto) e Vestuário (saltou de 0,46% para 0,52%, impacto de 0,02 ponto percentual).

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