Por Equipe JK

A Câmara de Ribeirão Preto vai realizar, às 17h30 de segunda-feira, 25 de maio, sessão extraordinária para eleição de novo segundo-secretário para a Mesa Diretora do Legislativo. O cargo está desde a última quarta-feira (20), após a cassação do mandato parlamentar de Lincoln Fernandes (PL) por quebra de decoro parlamentar devido à suposta prática de “rachadinha” em seu gabinete – divisão do salário pago com dinheiro público com o empregador.

Devido à reforma em andamento no plenário do Palácio Antônio Machado Sant’Anna, sede do Legislativo, a sessão será realizada de forma remota e transmitida pelas redes sociais da Câmara de Ribeirão Preto. A escolha do novo componente da Mesa Diretora deverá ser feita por voto nominal e impresso.

A Câmara de Ribeirão Preto cassou o mandato de Lincoln Fernandes por unanimidade, com 20 votos a favor. A cadeira do PL no Legislativo será ocupada pelo segundo suplente da legenda, Camilo Calandreli, depois de notificação à Justiça Eleitoral.

Durante a sessão, os advogados de defesa do paramentar, Júlio Mossim e Heráclito Mossim, afirmaram na defesa oral, que as acusações de prática de “rachadinha” são falsas e teriam sido “tramadas pelo vereador e então presidente da Câmara, Isaac Antunes (PL)”, sócio de Lincoln Fernandes em um emissora de rádio da cidade. O ex-presidente da Câmara nega.

A sessão extraordinária presencial ocorreu da sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Os advogados de Lincoln Fernandes devem entrar com recurso na Justiça de Ribeirão Preto para recuperar o mandato do liberal. Caso não tenham sucesso, o vereador deve perder os direitos políticos e ficar inelegível por oito anos.

Na segunda-feira (18), a relatora do caso na Comissão Processante, Judeti Zilli (PT, Coletivo Popular), leu o parecer final recomendando a cassação.  Os outros dois integrantes da CP, o presidente Jean Coraucci (PSD) e Sargento Lopes (PL), também votaram pela recomendação da perda de mandato por falta de decoro parlamentar.

Esta é a segunda eleição extraordinária que a Câmara realiza este ano visando alterações na Mesa Diretora. Em 1º de abril, Daniel Gobbi (PP) foi eleito presidente em substituição a Isaac Antunes (PL), que renunciou ao cargo após instauração de inquérito civil por parte do Ministério Público de São Paulo (MPSP). Igor Oliveira (MDB), primeiro vice-presidente do Legislativo, também deixou a Mesa Diretora.

Segundo o promotor Alexandre Padilha, do Patrimônio Público e Social, presidente e primeiro-vice não podem permanecer por três anos seguidos na função. Jurisprudência consolidada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) veda que um mesmo vereador ou deputado estadual/federal ocupe o mesmo cargo na Mesa Diretora de câmaras municipais ou assembleias legislativas por três vezes consecutivas.

Daniel Gobbi foi eleito com 19 dos 22 votos possíveis. Isaac Antunes herdou a primeira vice-presidência de Igor Oliveira. Para os outros cargos não teve eleição. Permanecem na Mesa Diretora Maurício Gasparini (União Brasil, segundo vice, que assumiu a presidência por dois dias) e Danilo Scochi (MDB, primeiro-secretário), além de Lincoln Fernandes, agora cassado.

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