Por Equipe JK

Recursos serão utilizados na construção da Via Leste-Oeste, com a criação da avenida Tanquinho e o prolongamento da Rio Pardo

A Câmara de Ribeirão Preto aprovou, na sessão desta segunda-feira, 16 de março, , projeto de lei do prefeito Ricardo Silva (PSD) que pede autorização para assinar contrato de financiamento com a Caixa Econômica Federal no valor de R$ 1,1 bilhão. A liberação do crédito será pelo Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Avançar Cidades – Mobilidade Urbana Setor Público, vinculado ao Ministério das Cidades, para a construção da Via Leste-Oeste.

Na mesma sessão, os vereadores aprovaram abertura de crédito especial e suplementar no valor de R$ 2.274.344,55 para a Secretaria Municipal de Obras Públicas, necessário para incluir nas leis orçamentárias do atual exercício as rubricas para a operação de crédito com a Caixa Econômica Federal

A pasta realizará ações e estudos de impacto ambiental para a viabilização da Vila Leste-Oeste. O projeto de lei foi encaminhado separadamente para apreciação e aprovação da Câmara .

Na semana passada, a mesma Câmara aprovou a criação de Comissão Especial de Estudos (CEE) para acompanhar a aplicação do recurso, seguindo proposta do vereador Daniel Gobbi (PP). O projeto prevê o repasse de até R$ 1.093.319.450,64 do governo federa A contrapartida do município é estimada em R$ 57.543.128,99, totalizando investimento de R$ 1.150.862.579,63 no novo corredor viário.

Via Leste-Oeste terá 27,1 quilômetros de extensão

Segundo o projeto, a taxa nominal de juros da operação de empréstimo será de 6% ao ano sobre o saldo devedor, acrescida de até 2% de alíquota de administração e até 1% ao ano de taxa de risco. A dívida será quitada, nas fases de carência e amortização, em um período de 48 meses, com início em 2026. O financiamento terá recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

Já a amortização e os reembolsos anuais, juros e demais encargos e comissões ocorrerão em um período de 240 meses, ou seja, 20 anos. As obras são aguardadas há mais de 60 anos pela população de Ribeirão Preto. Segundo Gobbi, a criação da CEE tem .

A cerimônia de liberação da linha de crédito ocorreu em 17 de dezembro, em Brasília, e contou com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT); do prefeito Ricardo Silva (PSD); do ministro das Cidades, Jader Barbalho Filho; do deputado federal Baleia Rossi (MDB); do estadual Léo Oliveira (MDB); das vereadoras Duda Hidalgo (PT) e Perla Müller (PT) e demais autoridades.

A Via Leste-Oeste – O corredor Leste-Oeste deverá se tornar um dos principais projetos de transformação urbana de Ribeirão Preto nas próximas décadas. Com cerca de 27 quilômetros de extensão, o macroprojeto foi concebido para conectar as regiões Leste, Norte e Oeste da cidade , ciclovias, requalificação urbana e soluções ambientais inovadoras para drenagem urbana.

Mais do que uma obra viária, o projeto propõe uma nova lógica de planejamento da infraestrutura urbana ao incor “Cidade Esponja”, estratégia urbanística que busca ampliar a capacidade das cidades de absorver, infiltrar e armazenar a água da chuva , parques lineares e sistemas de drenagem sustentável.

Na prática, foi planejado para funcionar não apenas como uma infraestrutura de trans , mas também como um sistema urbano capaz de reduzir riscos de alagamentos, recuperar áreas degradadas e melhorar o microclima da cidade, integrando mobilidade, infraestrutura e meio ambiente em uma mesma lógica de desenvolvimento urbano.

Segundo o prefeito Ricardo Silva, o projeto representa uma nova forma de pensar o desenvolvimento urbano de Ribeirão Preto. “Ao incor , passamos a tratar a drenagem urbana de forma inteligente, reduzindo riscos de enchentes e transformando áreas hoje degradadas em espaços qualificados. É uma obra pensada para resolver desafios históricos da mobilidade e, ao mesmo tempo, preparar Ribeirão Preto para o futuro.”

O projeto também representa uma mudança im , ao integrar soluções de mobilidade com estratégias ambientais capazes de enfrentar um dos principais desafios das cidades contem : o aumento da intensidade das chuvas e os impactos das mudanças climáticas sobre o espaço urbano.

A Via Leste-Oeste será formada . O conceito de Cidade Esponja vem sendo adotado à intensificação das chuvas nas áreas urbanas.

A proposta consiste em ampliar a capacidade da cidade de absorver e reter a água da chuva, reduzindo a pressão sobre as galerias pluviais e diminuindo o risco de alagamentos. Entre as soluções previstas estão a implantação de parques lineares ao longo de córregos urbanos, a ampliação de áreas verdes, a criação de superfícies permeáveis e sistemas de drenagem natural, além da recuperação ambiental de fundos de vale.

Essas intervenções promovem a integração entre mobilidade urbana e infraestrutura ambiental, contribuindo para reduzir o risco de alagamentos e tornar a cidade mais resiliente aos eventos climáticos extremos.

Ao mesmo tempo, essas soluções qualificam o espaço urbano, melhoram o microclima, valorizam os espaços públicos e ampliam as áreas de convivência e bem-estar para a população.

Ao longo de todo o corredor serão implantadas vias completas, com ciclovias, calçadas acessíveis, corredores de ônibus e novas pontes sobre córregos urbanos, além da ampliação de áreas verdes e sistemas de drenagem urbana.

Autorização para financiamento foi aprovada : 20 votos

Obras nos principais trechos do corredor

Avenida Morro da Vitória – Nova via estruturante implantada em área de expansão urbana, com ciclovias, corredores de ônibus e soluções de drenagem sustentável, incluindo a transposição do Córrego das Palmeiras.

Avenida do Tanquinho e Lagoinha – Implantação de nova avenida em fundo de vale e requalificação de diversas vias existentes ao longo do Córrego do Tanquinho, com criação de parques lineares, recuperação ambiental e melhorias viárias em bairros como Campos Elíseos, Vila Mariana e Lagoinha.

Via Norte (Avenida Eduardo Andrea Matarazzo) – Requalificação completa da avenida, com implantação de faixas exclusivas para ônibus, reorganização viária e nova ponte sobre o ribeirão Preto.

Avenida Rio Pardo – Reorganização do sistema viário ao longo de um ramal ferroviário desativado, permitindo a criação de um parque linear com ciclovia e ampliação das áreas permeáveis.

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