Por Equipe JK

A Polícia Civil segue com as investigações do caso do jogador de futebol amador Guilherme Henrique Borges Paes, de 27 anos, desaparecido desde 19 de julho, quando foi raptado , na Vila Carvalho.

O delegado da Delegacia de Investigações Gerais da Divisão Especializada de Investigações Criminais (DIG/DEIC), Ariovaldo Torrieri, afirmou que todas as possibilidades seguem sendo apuradas, mas disse que o caso é considerado complexo e que a divulgação de informações pode comprometer o trabalho da polícia.

“Todas as linhas de investigação estão sendo apuradas. No entanto, trata-se de um caso bastante complexo e as informações que podem contribuir efetivamente para o esclarecimento dos fatos estão sendo verificadas com cautela. Neste momento, não é possível divulgar detalhes sobre os próximos passos da investigação. Assim que houver informações mais concretas, elas serão divulgadas”, afirmou o delegado.

Defesa da namorada

Em vídeo divulgado na tarde de quarta-feira (29), a advogada Flávia Bento, que representa a mulher que mantinha um relacionamento com o jogador, apresentou a versão da cliente sobre os fatos ocorridos antes do desaparecimento.

Segundo a defesa, o relacionamento entre os dois teve início em novembro do ano passado e foi oficializado no fim de semana anterior ao desaparecimento. A advogada afirma que, durante esse período, a cliente passou a desconfiar do com .

Segundo advogada Flávia Bento, namorada não teve nenhuma participação no rapto do jogador e celular com imagens de à Polícia Civil (Foto: Reprodução)

Ainda conforme a defesa, ao acessar a galeria do celular, a mulher encontrou imagens e vídeos que classificou como conteúdo de cunho sexual envolvendo crianças. A advogada afirma que, diante da situação, a cliente deixou o imóvel levando o aparelho com a intenção de preservar o material e entregá-lo à Polícia Civil.

Segundo o vídeo, o conteúdo teria sido copiado . A defesa também sustenta que, durante contatos telefônicos com familiares do jogador e com o próprio Guilherme, ela informou apenas que entregaria o celular às autoridades, negando que tenha feito ameaças.

A advogada afirma ainda que sua cliente não teve mais contato com o jogador após deixar a residência, não possui informações sobre o desaparecimento e permanece à disposição da Justiça. Também informou que todo o material obtido no celular foi apresentado à Polícia Civil e defendeu que as investigações sejam conduzidas de forma técnica, imparcial e baseada em provas. A Polícia Civil não confirma o conteúdo do celular que teria sido entregue em depoimento.

Relembre o caso

Guilherme Henrique Borges Paes desapareceu na tarde de 19 de julho, durante uma partida de futebol em um campo localizado na Vila Carvalho, zona norte de Ribeirão Preto. Segundo a Polícia Civil, homens armados chegaram ao local e o levaram em um veículo.

As investigações apontam dificuldades pela ausência de câmeras de monitoramento na região e pelo número reduzido de testemunhas que presenciaram a ação. A Polícia Civil informou que trabalha para identificar os responsáveis pelo desaparecimento e esclarecer a motivação do crime.

Além do desaparecimento, a polícia também apura denúncias divulgadas nas redes sociais sobre supostos abusos sexuais envolvendo crianças e investiga se as informações têm fundamento. Outra linha de investigação busca verificar a possível relação do caso com um suposto “tribunal do crime”.

O boletim de ocorrência registra os crimes de ameaça, desaparecimento de pessoa, sequestro, cárcere privado e furto. A investigação segue sob sigilo para não comprometer as diligências. A Polícia Civil orienta que informações que possam contribuir com a localização do jogador sejam repassadas pelos telefones 181, da Polícia Civil, ou 190, da Polícia Militar.

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