Por Equipe JK

Tíquete médio para a segunda data mais importante do calendário varejista deve variar entre R$ 200 e R$ 300, por presente

As vendas do comércio varejista de Ribeirão Preto devem crescer até 1% em maio, viés de estabilidade em comparação o mesmo período do ano passado, quando a alta foi de 1,5%, apesar do Dia das Mães, comemorado neste domingo (10), a segunda data mais importante para o varejo nacional depois do Natal.

Os dados de abril ainda não foram divulgados, mas a expectativa é de alta entre 0,5% e 1,5% em comparação com o mesmo mês do ano passado, quando o setor cresceu 1,5%. Os lojistas registraram maior movimento com as vendas da Páscoa, Ribeirão Rodeo Music e Agrishow, que recebeu 197 mil visitantes em 2026.

As vendas do varejo ribeirão-pretano cresceram 1,4% em março, em média. O resultado em 2026 indica leve recuperação após quedas de 2,2% em janeiro e 1,7% em fevereiro no primeiro bimestre, segundo do Centro de Pesquisas do Varejo (CPV), mantido .

Já vinha de uma sequência de três baixas seguidas no final de 2025, de 0,7% em outubro (mês de Halloween e Dia das Crianças), 0,9% em novembro (Black Friday) e de 1,2% em dezembro, mês do Natal, a melhor data para do calendário do varejo nacional.

As vendas do comércio varejista de Ribeirão Preto tiveram crescimento médio de 4,3% no acumulado de 2025 em comparação com o ano anterior – o setor encerrou 2024 com crescimento de 6,54%, ante elevação de apenas 0,72% em 2023 e ganho de 5,01% em 2022.

Apesar do resultado positivo, os negócios ficaram abaixo da alta média de 6,54% registrada em 2024 frente ao ano anterior. “Em 2025, maio também registrou variação positiva de 1,5% nas vendas. Agora, mesmo com Agrishow, Ribeirão Rodeo Music e Dia das Mães, o cenário econômico está ainda menos favorável”, diz Diego Galli Alberto, economista, pesquisador e coordenador do CPV.

“O poder de compra do consumidor continua diminuindo, impactado por fatores como inflação, taxa de juros elevada (encarecendo o crédito) além de altos índices de inadimplência e de endividamento das famílias. O consumidor continua cauteloso, priorizando despesas mais essenciais”, completa.

A projeção de maio mostra dois picos de vendas: o do último dia de Agrishow (1º) e o Dia das Mães. Já no restante do mês haverá uma acomodação natural das vendas. “Talvez, se vier a primeira grande onda de frio, pode ser que o setor de vestuário tenha um aumento de procura”, afirma Galli.

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) projeta aumento de até 2% nas vendas do Dia das Mães de 2026, com movimentação de R$ 14,4 bilhões na economia brasileira. São números muito parecidos com os do ano passado.

Intenção de compra – Com base em dados da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL)/SPC Brasil/Offerwise, o CPV projeta que 80% dos consumidores ribeirão-pretanos pretendem ir às compras para o Dia das Mães, índice um pouco acima da média nacional estimada em 78%. O tíquete médio do presente deve variar de R$ 200 a R$ 300.

Ainda segundo o levantamento, 66% dos consumidores têm a percepção de que os preços estão mais caros nesse ano. 39% esperam gastar mais e 19% menos que no ano passado, motivados por necessidade de economizar (39%), crise financeira (36%) e dívidas (33%).

Mais procurados – A pesquisa ainda mostra que os segmentos campeões de vendas, no Dia das Mães, serão os de moda – Vestuário/Calçados/Acessórios (53%), Beleza – Perfumes/Cosméticos (50%), Chocolates (24%) e Flores (24%), destacando também Artigos de Decoração, Eletrônicos e Eletrodomésticos.  A data também deve trazer grande movimentação no setor de Restaurantes/Bares, Spa e Viagens.

“Dia das Mães é a primeira data do calendário oficial do Varejo nacional e serve como ‘termômetro’ para o desempenho de vendas do primeiro semestre. Vale lembrar que teremos Copa do Mundo mais longa e Eleições que prometem ser turbulentas”, diz Galli.

Faturamento – As vendas nas atividades mais impactadas pelo Dia das Mães devem crescer 3% em maio, no Estado de São Paulo, de acordo com projeção da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (FecomercioSP). A expectativa é que o faturamento atinja quase R$ 82 bilhões, R$ 2,7 bilhões a mais em comparação com o mesmo período do ano passado.

Todos os segmentos analisados pelo levantamento da FecomercioSP devem exibir alta no faturamento. Os principais destaques são as farmácias e perfumarias, com avanço de 6%; as lojas de vestuário, tecidos e calçados, que devem crescer 4%; e os supermercados, com elevação de 3%.

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