Por Equipe JK

Inflação da cesta do Dia das Mães avançou 2,9% nos últimos doze meses, abaixo da prévia da inflação oficial

Os consumidores perceberão um cenário de preços médios mais favorável nas compras do Dia das Mães deste ano. De acordo com um levantamento da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), os produtos tradicionais para a data registraram uma alta média acumulada de 2,89% em doze meses.

O percentual ficou abaixo da inflação geral do país no período, de 4,37%, segundo a prévia do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-015), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no dia 28 do mês passado. Também é inferior à taxa observada em doze meses até abril do ano passado, quando a variação registrada foi de 5,49%, segundo o mesmo indexador (IPCA-15).

A FecomercioSP selecionou uma cesta de 38 itens que tradicionalmente são procurados nesta época do ano. De acordo com a análise da entidade, o comportamento dos preços dessa lista é relativamente equilibrado, com variação abaixo da inflação geral.

Dentre os produtos, as joias se destacam com a variação mais alta da cesta de 2026, com aumento de 26,81% – após já terem registrado alta expressiva de 32,54% entre 2024 e 2025. Esse encarecimento se deve à valorização do ouro no mercado internacional, estimulada por incertezas geopolíticas e tensões comerciais.

A prata e as bijuterias seguiram a mesma tendência de alta; embora esta última seja mais acessível, o aumento de 10,48% também é relevante. Os consumidores que pretendem presentear com flores naturais devem pagar, em média, quase 12% a mais do que no mesmo período do ano passado. Outros itens que também apresentam variações acima da inflação média da cesta são os produtos para cabelo (9,74%) e os livros não didáticos (6,74%).

Aqueles que gostariam de presentear com itens de vestuário e calçados também deverão desembolsar mais, embora as variações tenham sido mais moderadas. As sandálias (6,25%) registraram a maior alta, seguidas por blusas (3,47%) e vestidos (2,22%), que apresentaram aumentos intermediários. Nesse segmento, a menor variação foi observada nas saias (1,7%).

A entidade enfatiza que a cesta reflete uma média, e não um comportamento uniforme de preços. Por isso, é importante realizar pesquisa prévia, comparar condições de pagamento e manter atenção ao orçamento doméstico a fim de evitar desequilíbrios financeiros.

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