Por Equipe JK

O episódio 1165 de One Piece adapta as páginas 2 a 17 do capítulo 1135, intitulado Boas-vindas Brindando com Amigos! Intrusos em Busca de Loki!, e funciona como o que é: um episódio de respiração entre a emoção do reencontro de Robin e Saul e a tempestade que os Cavaleiros Sagrados vão trazer.

Não é o episódio mais denso do arco, mas tem muito mais acontecendo do que parece.

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Um brinde que diz mais do que parece

A cena de abertura do banquete já entrega um detalhe: Stansen, o gigante escravizado que Luffy libertou no Arquipélago Sabaody, está presente e brinda os Chapéus de Palha. É um daqueles momentos que lembram como o anime rastreia o alcance das ações de Luffy sem precisar sublinhar nada. Ele prometeu repagar a dívida. Está aqui, basta.

Os novos trajes de Elbaf para os Chapéus de Palha são um acerto visual, e rendem o melhor comentário não intencional do episódio: ao lado de Nami com o novo visual, Luffy parece ter saído de outra dimensão. O contraste diz tudo sobre os dois personagens sem precisar de uma linha de diálogo.

Jarul: 408 anos e uma espada na cabeça

A chegada de Jarul é o ponto alto do episódio em termos de construção de mundo. O gigante mais velho do planeta, com 408 anos e fundador original dos Piratas Gigantes, os predecessores de Dorry e Brogy, aparece no banquete montado num svarr, com uma espada atravessada na cabeça.

O capacete impediu que ela fosse fundo o suficiente para matar, mas a folga é pequena. Luffy aponta com a preocupação sincera de sempre,Jarul nem pisca. É um detalhe absurdo que funciona porque One Piece sabe exatamente quando jogar com o absurdo sem quebrá-lo.

Jarul sobreviveu à chacina de Big Mom há décadas. Sobreviveu a tudo que Elbaf atravessou. Uma espada na cabeça é só mais um capítulo.

Colon: a revelação mais densa do episódio

Colon é o personagem mais importante apresentado neste episódio, e vai muito além do confronto com Luffy. Ele é filho de Ripley e de Scopper Gaban, um dos membros mais lendários da tripulação de Roger.

Meio gigante, meio humano, 20 anos de idade (mais velho que Luffy) e já com a necessidade urgente de provar algo que não sabe bem definir. O design carrega uma referência direta a Vicky, o Viking, a série animada que Oda cresceu assistindo e que, segundo o próprio autor, foi uma das sementes que plantou One Piece.

Colon já havia aparecido brevemente antes, numa cena em que pedia a Shanks para entrar em sua tripulação, e foi justamente Shanks quem lhe falou sobre Luffy. O círculo fecha com elegância. Sanji, por sua vez, é quem mais lamenta a revelação da paternidade, e o motivo dispensa explicação.

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Os Cavaleiros Sagrados chegam

A Toei reorganizou os eventos do capítulo original para que a chegada de Shamrock e Gunko fechasse o episódio, em vez de aparecer no meio da cena com Jarul.

É uma mudança pequena com impacto: o episódio termina sobre a ameaça, com o tema dos Cavaleiros Sagrados entrando no exato momento certo. Shamrock, com a silhueta inconfundível de quem carrega o sobrenome Figarland, e Gunko avançam contra os guardas de Aurust em busca de Loki. O paraíso acabou de vez.

Veredito

O episódio 1165 não vai para as listas dos melhores do anime, e não precisa. O que ele faz é exatamente o que um episódio de transição deve fazer: apresentar Colon com camadas, dar dignidade a Jarul, registrar Stansen, e entregar o cliffhanger dos Cavaleiros com o peso que a cena merece. Elbaf está apenas começando.

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O 1165º episódio do arco de Elbaf está disponível no Crunchyroll.

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