Associação projeta estabilidade nas contratações temporárias entre abril e junho, impulsionadas pelo varejo e pela Copa do Mundo.
A ASSERTTEM (Associação Brasileira do Trabalho Temporário) prevê estabilidade nas contratações temporárias durante o segundo trimestre de 2026. A expectativa aponta para a formalização de cerca de 600 mil contratos entre os meses de abril, maio e junho, mantendo o patamar registrado no mesmo período de 2025.
A projeção considera fatores sazonais que impulsionam a economia, como o Dia das Mães e o Dia dos Namorados. Essas datas aumentam a demanda por mão de obra nos setores de e-commerce, logística, vestuário e calçados. Além disso, a realização da Copa do Mundo estimula o consumo nos segmentos de comércio e serviços.
“É importante lembrar que o Trabalho Temporário é uma ferramenta estratégica de inclusão social, pois permite que trabalhadores tenham acesso a todos os direitos garantidos por lei, além de contribuir para sua qualificação e reinserção no mercado”, afirma Alexandre Leite Lopes, presidente da ASSERTTEM. “Além disso, cerca de 20% dos trabalhadores temporários são efetivados, o que reforça o papel do regime na redução do desemprego no país”, completa.
Apesar da previsão de estabilidade, a associação destaca que o cenário permanece cauteloso. O ambiente econômico sofre influências de incertezas macroeconômicas, a exemplo de conflitos geopolíticos, oscilações no preço do petróleo, variação cambial e a manutenção das taxas de juros elevadas.
Conforme os dados da ASSERTTEM, a distribuição setorial das vagas entre abril e junho deve concentrar-se na Indústria (40%), seguida por Serviços (30%), Comércio (25%) e outros setores (5%).
Consolidado do primeiro trimestre
O desempenho das contratações temporárias no início de 2026 confirmou o cenário de cautela projetado pela entidade. Entre janeiro e março, o mercado registrou um fluxo de aproximadamente 800 mil contratos temporários, repetindo o volume do mesmo período do ano anterior.
“O trimestre começou mais lento nos meses de janeiro e fevereiro. No entanto, houve uma recuperação consistente em março, indicando retomada gradual da demanda ao longo do período”, aponta Lopes.
Entre as áreas que mais impulsionaram as contratações no trimestre destacam-se a indústria automobilística, o e-commerce, a logística, o turismo, a indústria têxtil e o agronegócio, refletindo a retomada pós-Carnaval, a preparação para datas comerciais e o avanço das atividades produtivas.