Por Equipe JK
Karina Ferreira
A Câmara dos Deputados tentou cobrar dívida de R$ 13.941,40 do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP , mas o parlamentar não pagou.
Agora, o Legislativo deve incluí-lo em cadastro de devedores do setor público. O deputado foi procurado, mas não retornou. As faltas são referentes ao período em que o deputado já estava nos Estados Unidos, mas ainda não havia tirado licença não-remunerada de seu mandato.
A medida foi tomada a partir de recomendação do Tribunal de Contas da União (TCU) para que a Câmara investigasse o uso de recursos públicos para o deputado se manter no país americano.
O boleto com a cobrança foi enviado dia 13 de agosto para o gabinete de Eduardo e recebido , mas não houve pagamento. A Guia de Recolhimento da União (GRU) venceu dia 12, um mês depois do envio.
Agora, a Câmara informou que está em trâmite para incluir o nome do deputado como devedor no Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal (Cadin). Depois dessa etapa, o processo será enviado à Dívida Ativa da União (DAU), para prosseguimento da cobrança.
Na página do deputado no , são registradas quatro ausências no mês de março, antes do anúncio de que ele se mudaria para os EUA em busca de sanções contra o Brasil para facilitar a vida do pai na Justiça, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Agora, as faltas não justificadas acumuladas já somam 25, representando 62,5% das sessões deliberativas da Casa. Na terça-feira, 23 de setenbro, o Conselho de Ética abriu processo contra Eduardo que pode cassar o mandato do deputado.
No mesmo dia, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicano-PB), barrou a iniciativa da oposição de tornar Eduardo líder da Minoria. O movimento tentava blindar Eduardo de perder o mandato .