Parlamentares de Sertãozinho aprovaram por unanimidade a abertura de comissão processante para apurar denúncia contra o vereador Peghini.
A Câmara Municipal de Sertãozinho deu início a um processo de investigação contra o vereador Peghini, acusado de assédio e violência sexual. A abertura da comissão processante foi aprovada por unanimidade pelos parlamentares presentes na sessão, da qual o investigado ficou de fora, embora tenha tido direito à palavra antes da votação.
Um sorteio definiu os três membros encarregados de conduzir a apuração: Juan Luis Flores Bertuso (MDB), José André Roberto Mazer (MDB) e Marília Gabriela Fernandes da Silva (Podemos). O colegiado tem prazo de até 90 dias para finalizar os trabalhos e remeter o relatório final ao plenário, instância que decidirá o desfecho do caso.
O processo que chegou ao Legislativo inclui um boletim de ocorrência e outros documentos. A acusação relata que uma mulher buscou o parlamentar em busca de trabalho e que as conversas evoluíram para teor sexual. Segundo o relato, houve violência sexual sem consentimento dentro do gabinete do vereador.
A Mesa Diretora da Casa reforçou durante a sessão que a comissão atua estritamente no âmbito político-administrativo, sem emitir juízo de valor sobre culpa. A investigação na esfera criminal corre separadamente na Justiça e nos órgãos competentes.
A Justiça determinou medidas protetivas que obrigam Peghini a manter distância mínima de 300 metros da vítima, de seus familiares e de testemunhas, além de proibir qualquer tipo de contato.
Em nota e declarações públicas, Peghini refutou as acusações, negou ter feito promessas de emprego à mulher e alegou ter sido vítima de uma tentativa de extorsão. O parlamentar afirmou que provará sua inocência e que cumprirá as determinações judiciais.