Por Equipe JK
Vereador foi indiciado pela Polícia Civil , falsidade
ideológica e fraude processual, mas Câmara descartou cassação
A Câmara de Ribeirão Preto aprovou nesta segunda-feira, 10 de novembro, por
unanimidade – 17 votos a favor, apenas Paulo Modas (PSD) e Daniel Vieira
Rodrigues (PL), o Daniel do Busão, não votaram –, o projeto de resolução
número 45/2025, do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar.
A
proposta estipula pena de suspensão de 180 dias – seis meses – sem a
remuneração de R$ 20.597,25 para o vereador Roger Ronan da Silva (MDB), o
Bigodini, de 33 anos, que se envolveu em acidente de trânsito na madrugada
de 28 de setembro, na avenida do Café, na Zona Oeste, e foi indiciado
crimes.
Manifestantes ligados ao Movimento Brasil Livre (MBL) voltaram a protestar no
plenário do Palácio Antônio Machado Sant’Anna, sede do Legislativo, exigindo
a cassação do mandato do vereador, medida descartada pelos colegas de
Câmara. Outras faixas com os dizeres “Fica Bigodini” foram afixadas no
recinto.
O emedebista foi indiciado pela Polícia Civil ,
falsidade ideológica e fraude processual após ser flagrado bebendo vodca,
cachaça, uísque e cerveja antes de dirigir um Chevrolet Tracker a 183 km/h
pelas vias da cidade, além de mentir para policiais militares.
Prisão – Somadas, as penas podem chegar a dez anos de prisão em caso de
condenação. O parecer foi apresentado no dia 4 pelo relator do caso no Conselho de Ética,
Maurício Vila Abranches (PSDB), com aval dos demais integrantes do
colegiado – o presidente Diácono Ramos (União Brasil), o vice Franco Ferro
(PP) e Brando Veiga (Republicanos). Jean Corauci (PSD) está de licença
médica e não participou da reunião.
No documento, Vila Abranches afirma que o parlamentar abalou confiança
pública e constatou que o processo de cassação ocorreu dentro do “rito
regular”, dando a Bigodini o direito à defesa e ao contraditório.
“Propõe-se a aplicação da suspensão do exercício do mandato por 180 dias corridos,
suspendendo os subsídios, mas mantendo o vínculo parlamentar e os direitos
políticos”, diz.
O parlamentar foi investigado pelo Conselho de Ética após o jornalista Rodrigo
Leone da Silva impetrar pedido de cassação. O Legislativo abriu processo de
investigação. Na esfera criminal, a Polícia Civil concluiu as investigações sobre
o acidente de trânsito e o indiciou , falsidade
ideológica e fraude processual.

Esperava-se que Bigodini usasse a tribuna para defender sua presumida
inocência e falarsobrv o acidente, mas permaneceu em silêncio. Não foi só ele:
nenhum parlamentar fez uso da palavra para condenar a atitude supostamente
irresponsável do colega, ou mesmo para defendê-lo, à exceção do presidente
do Conselho de Ética.
Ao justificar o parecer do colegiado, Diácono Ramos (União Brasil) afirmou que
o afastamento de seis meses proposto foi pro
Câmara. Garantiu que se a Justiça de Ribeirão Preto o condenar e enviar os
documentos com a sentença para o Legislativo, será primeiro a defender a
cassação.
Com o afastamento de Bigodini, quem deveria assumir o mandato
interinamente seria a advogada e secretária municipal de Cultura e Turismo,
Maria Eugênia Biffi, a primeira suplente do MDB. Nas eleições do ano passado
recebeu 2.400 votos.
, Maria Eugênia deverá abrir mão do mandato neste momento, para
continuar no governo de Ricardo Silva (PSD). , a vaga deverá ser
assumida , segundo suplente do MDB que recebeu 1.556
votos nas eleições do ano passado.

O terceiro atestado médico apresentado 29 de
outubro. No dia 3, participou da primeira sessão legislativa após mais de um
mês sob licença médica – laudo apontou transtorno de estresse agudo,
caracterizado . Ele
permaneceu calado.
O barbeiro e infuenciador também pode ficar inelegível
Ministério Público de São Paulo (MPSP) acate a denúncia da Polícia Civil e ele
seja condenado. Já a namorada dele, a assistente social Isabela de Cássia de
Andrade Faria, de 29 anos, responde , fraude
processual e autoacusação. O casal não será preso e acompanhará o trâmite
do processo em liberdade.
O delegado Gustavo André Alves, da Divisão Especializada de Investigações
Criminais (Deic), enviou o relatório final do inquérito para o Ministério Públicode São Paulo (MPSP), que pode optar
denúncia à Justiça de Ribeirão Preto.
Neste caso, o vereador e a namorada passam a ser considerados réus e serão
julgados pelos crimes a eles imputados. Como não houve morte, a
possibilidade de júri popular está descartada.
00O acidente de trânsito envolvendo o Chevrolet Tracker cinza alugado pelo
vereador ocorreu na madrugada de 28 de setembro, na avenida do Café, Zona
Oeste. Na época, Bigodini disse a policiais que a namorada estava dirigindo.
Ela não tem Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
Segundo o delegado Alves, as investigações reuniram diversas imagens de
câmeras de segurança coletadas em diversos pontos
sua namorada haviam passado naquela noite e madrugada que antecederam o
acidente.
O delegado disse que, através das imagens, é possível afirmar que era sempre
Bigodini quem conduzia o carro. Eles foram a diversos bares e a Polícia Civil
conseguiu levantar o que ele consumiu. Os vídeos foram submetidos à perícia
comprovam que Bigodini estava ao volante do Chevrolet Tracker cinza
alugado.
O rastreamento foi possível
monitorado . Naquela noite, Bigodini ingeriu vodca, cachaça, uísque e
cerveja. Na direção do Tracker, atingiu mais de 100 quilômetros
várias vias da cidade, chegando ao máximo de 183 km/h na Rodovia
Anhanguera (SP-330).