Mercado global da coenzima Q10 deve alcançar alta bilionária enquanto pesquisas em Ribeirão buscam superar barreiras na absorção do suplemento.
A procura por suplementos de coenzima Q10 tem registrado alta impulsionada pela busca por prevenção em saúde, longevidade e melhora no rendimento físico. A expansão acompanha estimativas da consultoria Fortune Business Insights, que aponta um salto no mercado global do composto de US$ 980 milhões em 2026 para US$ 3,33 bilhões até 2034.
Produzida pelo próprio corpo humano, a substância tem sua fabricação natural reduzida com o avanço da idade. O uso de remédios para controle de colesterol, como as estatinas, e medicamentos da classe dos análogos de GLP-1 em certos quadros clínicos também provocam a queda nos níveis do composto no organismo.
A médica funcional e fisiatra Thamar Ferraz aponta que a molécula atua diretamente nas mitocôndrias na geração de energia para as células, com impacto direto sobre órgãos que exigem alta demanda energética, a exemplo do coração. A reposição costuma ser recomendada após exames para praticantes de atividades físicas, portadores de problemas cardíacos, usuários de remédios específicos e mulheres no período da menopausa.
Um dos principais obstáculos apontados por pesquisadores é a baixa biodisponibilidade da substância. Por se tratar de um elemento lipossolúvel, a absorção pelo corpo oscila bastante, o que estimulou o surgimento de uma tecnologia desenvolvida em Ribeirão Preto voltada para otimizar o aproveitamento do nutriente.
Especialistas reforçam que o consumo de suplementos não deve ocorrer sem orientação profissional. A necessidade e a dosagem correta dependem de exames clínicos individuais.