Ministério Público denuncia sete pessoas por sequestro e cárcere privado em Franca durante apuração de homicídio.
A Justiça de Franca avalia uma acusação formal apresentada pelo Ministério Público contra sete pessoas apontadas como suspeitas de sequestro e cárcere privado de familiares de investigados por um homicídio na cidade. O caso é analisado na 3ª Vara Criminal.
Consta na investigação que o grupo teria mantido as vítimas sob coação entre os dias 5 e 7 de julho, forçando-as a fornecer o paradeiro de dois homens que sumiram após a morte de Milton de Sousa Prado, registrada em 16 de junho. Parte dos alvos foi localizada pela Polícia Civil em um cativeiro na Rua Madre Maria Vilac em 7 de julho, data em que uma mãe, uma adolescente e uma recém-nascida foram libertadas. No local, Wellington Amorim da Silva foi preso e teve a prisão preventiva mantida.
Além de Wellington, a denúncia atinge Noemi Vitória de Sousa Rosa, Kelly Cristina Queiroz, Ana Laura de Sousa Rosa Alves, Marcela Eduarda Melo de Paula, Larissa Jhenifer Melo de Paula e Kauany Eduarda Melo Cruz. Até o momento, a Justiça não se pronunciou sobre o recebimento da peça, o que significa que os citados ainda não viraram réus.
As autoridades indicam que uma das vítimas, uma mulher adulta, foi separada dos demais e permanece sem paradeiro conhecido. Enquanto isso, a promotoria solicitou o arquivamento de acusações relativas a roubo majorado e associação criminosa, citando insuficiência de provas para sustentar tais delitos.
Procurada, a defesa de Kelly Cristina Queiroz negou o envolvimento dela nos fatos e apontou falta de provas, argumentando que o imóvel onde o grupo foi achado teria sido ocupado por terceiros sem o consentimento da suspeita. Os representantes dos demais investigados não haviam se pronunciado até a última atualização do processo.