Por Equipe JK

O turismo ecológico vem ampliando espaço no Brasil e se consolidando como uma das principais tendências do setor de viagens. Impulsionado pela procura por experiências ligadas à natureza, bem-estar e sustentabilidade, o segmento tem estimulado investimentos em destinos, hospedagens e atividades voltadas ao contato com o meio ambiente.

Dados divulgados no fim de 2025 apontam crescimento estimado entre 5% e 7% no turismo sustentável no país, movimento associado principalmente à mudança no perfil do viajante. Levantamentos do setor indicam que mais de 70% dos turistas priorizam experiências sustentáveis, enquanto parte significativa demonstra disposição para pagar mais por serviços com menor impacto ambiental.

O avanço do segmento também acompanha políticas públicas voltadas ao desenvolvimento do ecoturismo. O Plano Nacional de Turismo (PNT) 2024–2027, desenvolvido pelo Ministério do Turismo em parceria com o Ministério do Meio Ambiente, prevê ações ligadas à conservação ambiental, incentivo às comunidades locais e fortalecimento de práticas sustentáveis no setor turístico.

A proposta busca alinhar crescimento econômico e preservação ambiental, ampliando o papel do turismo em regiões de natureza preservada e estimulando modelos ligados ao chamado turismo responsável.

Igaratá (SP) – A cidade do interior paulista reúne represas, áreas verdes e atividades ligadas ao turismo náutico e rural | Créditos: Prefeitura de Igaratá

“O turista atual busca mais do que uma viagem tradicional. Há uma procura crescente por experiências autênticas, conexão com a natureza e empreendimentos com responsabilidade ambiental”, afirma Jéssica Michellin, Head de Marketing da Hotelaria Brasil.

O movimento vem sendo percebido em diferentes regiões do país. Destinos ligados ao ecoturismo, turismo rural, aventura e bem-estar registram aumento de interesse, especialmente em áreas próximas a serras, praias, áreas de Mata Atlântica e regiões amazônicas.

No interior paulista, Igaratá aparece entre os destinos associados ao turismo de natureza, com atividades ligadas a trilhas, mountain bike, turismo náutico e experiências ao ar livre em meio às represas e áreas verdes da região.

Já a Ilha do Marajó, no Pará, concentra experiências relacionadas ao bioma amazônico, combinando rios, manguezais, praias e forte presença cultural da vida marajoara.

No litoral norte paulista, Caraguatatuba também amplia sua presença no ecoturismo, aproveitando a combinação entre praias, Mata Atlântica e áreas da Serra do Mar.

Especialistas apontam que o crescimento do turismo ecológico deve continuar nos próximos anos, impulsionado pela valorização de experiências ao ar livre e pelo aumento da preocupação ambiental entre consumidores.

 

O que prevê o Plano Nacional

O Plano Nacional de Turismo 2024–2027 estabelece diretrizes para o fortalecimento do turismo sustentável no país.

Entre os objetivos estão:

  • incentivo ao ecoturismo
  • preservação ambiental
  • fortalecimento das comunidades locais
  • promoção de práticas sustentáveis
  • ampliação da competitividade turística brasileira

O plano também prevê ações voltadas à adaptação do setor às mudanças climáticas e à valorização de destinos ligados à biodiversidade brasileira.

 

Mudança no perfil do turista

Busca por natureza

Experiências ao ar livre e contato com ambientes naturais aparecem entre as principais demandas dos viajantes.

Valorização da sustentabilidade

Hospedagens e atividades ligadas a práticas ambientais responsáveis ganham relevância na escolha dos turistas.

Ilha do Marajó (PA) – A região amazônica combina experiências culturais, rios, manguezais e vivências ligadas ao bioma local | Reprodução

Turismo de experiência

O setor registra crescimento da procura por viagens ligadas à cultura local, gastronomia regional e vivências imersivas.

Bem-estar em alta

Roteiros voltados ao descanso, contemplação e qualidade de vida também impulsionam o crescimento do segmento.

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