Por Equipe JK

Backrooms nasceu de uma simples imagem de um escritório vazio e amarelado que começou a circular pela internet anos atrás. O cenário estranho e desconfortável acabou dando origem a um dos maiores fenômenos de terror online da última década.

Tudo começou em 2019, quando um usuário publicou a imagem em um fórum do 4chan pedindo fotos “perturbadoras” que causassem uma sensação estranha. Foi ali que outro usuário criou a primeira descrição oficial das Backrooms, transformando a foto em uma creepypasta (história curta de terror).

Segundo a publicação, quem “escapasse da realidade” no lugar errado acabaria preso em corredores infinitos, iluminados por lâmpadas fluorescentes e cercados por carpetes úmidos e salas vazias.

Backrooms: Um Não-Lugar – Crítica: Filme da A24 cria um dos terrores mais inquietantes do ano

O nascimento do terror liminar

As Backrooms rapidamente viraram símbolo do chamado “terror liminar”, gênero focado em lugares vazios, estranhos e desconfortáveis que parecem familiares e assustadores ao mesmo tempo.

A imagem original virou obsessão entre usuários da internet, que passaram anos tentando descobrir sua origem. Em 2024, foi revelado que a foto havia sido tirada em 2002 durante a reforma de uma loja HobbyTown em Wisconsin, nos Estados Unidos.

Com o tempo, fóruns, páginas e comunidades começaram a expandir a mitologia das Backrooms, criando criaturas, níveis e histórias próprias.

Mas o fenômeno ganhou uma nova dimensão em 2022, quando Kane Parsons publicou no YouTube o curta The Backrooms (Found Footage).

O vídeo viralizou ao transformar o conceito em um falso documentário assustador, com monstros e clima claustrofóbico. Hoje, o curta soma dezenas de milhões de visualizações.

O sucesso foi tão grande que a A24 decidiu transformar Backrooms em um longa-metragem dirigido pelo próprio Parsons, que tinha apenas 20 anos quando começou o projeto.

O fenômeno agora saiu dos fóruns obscuros da internet para chegar ao grande público nos cinemas com o filme Backrooms: Um Não-Lugar.

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