Por Equipe JK
Quem cresceu assistindo às batalhas de O Senhor dos Anéis pode estranhar o que está por vir. A franquia que Peter Jackson transformou em fenômeno mundial nos anos 2000 está prestes a mudar de cara e de gênero.
Os dois próximos filmes da série não vão seguir a fórmula de grandes batalhas e exércitos em campo aberto. Em vez disso, prometem algo bem diferente: uma Terra-Média mais íntima, quase como uma história contada à beira de uma fogueira.

Dois novos filmes, uma direção diferente
A Warner Bros. tem dois projetos em desenvolvimento simultâneo no universo de J.R.R. Tolkien. O primeiro é O Senhor dos Anéis: A Caçada a Gollum, com estreia marcada para 17 de dezembro de 2027. O filme será dirigido por Andy Serkis, o mesmo ator que deu vida a Gollum nas trilogias originais, que também reprisará o papel.
Peter Jackson permanece no projeto como produtor executivo, ao lado de Fran Walsh e Philippa Boyens, veteranas da franquia que continuam no desenvolvimento dos roteiros.
O segundo filme é O Senhor dos Anéis: Sombra do Passado, que ainda não tem data confirmada, mas chegará depois de A Caçada a Gollum. Sua história foi co-escrita , Peter McGee e Stephen Colbert.
Em vídeo de anúncio ao lado de Jackson, Colbert explicou que queria adaptar exatamente os capítulos que a trilogia original deixou de fora.

O que cada filme vai contar
O Senhor dos Anéis: A Caçada a Gollum
O Senhor dos Anéis: A Caçada a Gollum se passa entre os eventos de O Hobbit e A Sociedade do Anel. É o período em que Gandalf pede a Aragorn que rastreie Gollum e o leve até Mirkwood para interrogatório, a missão que revela toda a história da criatura com o Um Anel.
O filme promete mergulhar no passado de Sméagol por meio de flashbacks, oferecendo um retrato psicológico de um dos personagens mais complexos de Tolkien.
Andy Serkis descreveu o projeto como “uma investigação psicológica interna profunda” sobre Gollum. Jamie Dornan assumirá o papel de Aragorn no lugar de Viggo Mortensen, enquanto Ian McKellen retorna como Gandalf e Elijah Wood volta como Frodo. Kate Winslet e Leo Woodall também integram o elenco em papéis originais.

O Senhor dos Anéis: Sombra do Passado
Já O Senhor dos Anéis: Sombra do Passado se passa 14 anos após os eventos de O Retorno do Rei. Sam, Merry e Pippin partem para refazer os primeiros passos da aventura que viveram com Frodo.
Ao mesmo tempo, Elanor, filha de Sam, descobre um segredo enterrado há muito tempo e tenta entender por que a Guerra do Anel quase foi perdida antes mesmo de começar.
Na prática, o filme vai adaptar seis capítulos de A Sociedade do Anel que Jackson cortou de sua versão cinematográfica, incluindo a passagem pela Velha Floresta, o encontro com Tom Bombadil, personagem querido dos livros que nunca apareceu nos filmes, e o confronto com os Espectros dos Túmulos.
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Por que isso é uma mudança tão grande?
Quem acompanha a franquia desde o início sabe que Jackson sempre apostou no épico: batalhas colossais, paisagens de tirar o fôlego, exércitos de milhares. Isso valeu tanto para a trilogia principal quanto para O Hobbit, que intensificou o tom de guerra mesmo lidando com uma história que, no livro de Tolkien, é consideravelmente mais leve e voltada para um público mais jovem.
O resultado foi controverso: os três filmes de O Hobbit não chegaram perto do impacto crítico e emocional da trilogia original. Agora a aposta é no sentido oposto. Nenhum dos dois novos filmes terá batalhas em grande escala ou vilões tradicionais.
A proposta é trazer contexto, profundidade emocional e histórias que estavam nos livros mas nunca chegaram ao cinema. É quase como se a franquia estivesse voltando às raízes do que Tolkien escreveu antes de tudo virar cenas de guerra.