Por Equipe JK
Rayanderson
Guerra
A Justiça da Itália negou nesta terça-feira, 10 de fevereiro, um pedido da defesa da ex-deputada federal ribeirão-pretana Carla Zambelli (PL-SP), presa em Roma, para trocar o colegiado de juízes responsável pelo processo de extradição da ex-parlamentar para o Brasil.
Os advogados de Zambelli, que está detida na Penitenciária Feminina de Rebibbia, podem recorrer da decisão. Procurada, a defesa da ex-deputada ainda não havia se pronunciado até a publicação deste texto. Após ter sido adiado quatro vezes, o julgamento que vai decidir sobre a extradição deve ocorrer nesta quarta-feira (11).
Condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), Zambelli teve sua extradição pedida à Itália após ter deixado o Brasil, o que levou à sua prisão pela polícia italiana. Agora, , cabe às autoridades judiciais do país europeu abrir e concluir o procedimento que definirá se a extradição será ou não autorizada, especialmente -parlamentar também possui cidadania italiana.
A defesa de Zambelli na Itália afirma ter “boa expectativa” em relação ao desfecho da audiência. Segundo o advogado Fabio Pagnozzi, que a representa no país, o senador italiano Matteo Gelmetti tem atuado junto ao Ministério da Justiça para tentar barrar a extradição, sob o argumento de um suposto desrespeito a garantias processuais no Brasil , do STF.
Segundo apuração do Estadão junto a investigadores, Zambelli foi localizada pelo adido da Polícia Federal em Roma, que atua na embaixada brasileira, em conjunto com autoridades italianas. A prisão ocorreu no mesmo dia da publicação de Bonelli. Desde então, a ex-deputada permanece detida na capital italiana.
No Brasil, Zambelli foi condenada duas vezes pelo STF. Na primeira ação, recebeu pena de dez anos de prisão CNJ) e falsidade ideológica, em conluio com o hacker Walter Delgatti Neto. Ele afirmou ter sido contratado , incluindo um falso mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes.
Após essa condenação, Zambelli deixou o país e acabou presa na Itália em operação conjunta da Polícia Federal com autoridades locais. Na segunda condenação, o STF fixou pena de cinco anos e três meses de prisão, em regime inicial semiaberto, pelos crimes de , com perda do mandato após o trânsito em julgado.
Ela se envolveu em uma confusão no dia das eleições de 2022. Em vídeos divulgados nas redes sociais e em poder da Polícia Civil, a parlamentar aparece empunhando uma pistola enquanto persegue um homem negro, que é agredido . Um tiro é disparado pelo grupo do qual fazia parte a deputada. Carla alega ter sido agredida.