Por Equipe JK
O padre de uma igreja católica, na zona Sul de Ribeirão Preto, foi denunciado por crimes sexuais praticados contra alguns adolescentes. O padre exercia suas funções canônicas na Paróquia Senhor Bom Jesus do Bonfim, em Bonfim Paulista, zona Sul de Ribeirão Preto.
O caso corre em segredo de Justiça e o nome do religioso não foi informado. A reportagem do Tribuna Ribeirão apurou que o padre denunciado foi afastado pela Arquidiocese de Ribeirão Preto desde 13 de março deste ano. Ele teria ido para Minas Gerais e, segundo autoridades, está à disposição das investigações para quaisquer esclarecimentos.
As investigações correm em duas frentes. Na Arquidiocese de Ribeirão Preto, o arcebispo Dom Moacir está à frente da apuração dos fatos. No final da tarde desta terça-feira (2), ele esteve na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Ribeirão Preto, onde também corre o inquérito policial.
Dom Moacir esteve na delegacia com o objetivo de colaborar com o inquérito e prestou depoimento à delegada Michela Ragazzi, explicando os procedimentos que estão sendo tomados pela Arquidiocese.
Segundo a delegada, as investigações estão avançadas. “Nós já ouvimos pessoas que teriam sido vítimas do investigado e também tomamos conhecimento que o investigado foi afastado de suas funções”, adiantou a delegada.
Segundo ela, Dom Moacir informou em detalhes quais os procedimentos administrativos já foram tomados em relação ao caso. Ela também disse que pretende concluir o inquérito o mais breve possível.
“O próximo passo é a chegada do laudo dos equipamentos celulares e de informática, que nós apreendemos mediante autorização judicial. Diante do laudo, vamos apurar, através de prova documental, se houve delitos de ordem sexual ou não”, concluiu.
Arquidiocese se manifesta
O advogado da Arquidiocese de Ribeirão Preto, Marcelo Dentello, encaminhou à redação do Tribuna uma nota a respeito do caso. Leia a nota na íntegra:
“A respeito dos fatos que vêm sendo objeto de questionamentos públicos envolvendo a Paróquia Senhor Bom Jesus do Bonfim, esclarecemos que atualmente tramitam duas frentes de apuração distintas e autônomas.
A primeira consiste em Processo Administrativo Canônico, instaurado e conduzido pelas autoridades eclesiásticas competentes, nos termos da legislação canônica vigente. A segunda refere-se a Inquérito Policial, conduzido pelas autoridades estatais competentes, em conformidade com a legislação brasileira.
Ambos os procedimentos encontram-se submetidos ao regime de sigilo legal, circunstância que impede a divulgação de informações relativas ao conteúdo das investigações, diligências realizadas ou elementos de prova eventualmente produzidos.
Importa destacar que as autoridades eclesiásticas e estatais mantêm atuação coordenada e colaborativa, observadas as respectivas competências e os limites legais aplicáveis, promovendo o compartilhamento das informações pertinentes para o adequado esclarecimento dos fatos.
As instituições envolvidas permanecem comprometidas com a busca da verdade, com a observância do devido processo legal, do contraditório, da ampla defesa e da presunção de inocência, princípios indispensáveis à legitimidade de qualquer procedimento investigativo.
Novas manifestações públicas ocorrerão apenas quando houver autorização legal ou quando o estágio dos procedimentos permitir a divulgação de informações sem prejuízo às apurações em curso.”