Por Equipe JK

A operação resultante de uma investigação sobre um escritório que movimentava grande montante financeiro com a venda de drogas e contrabando levou a Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes da Divisão Especializada de Investigações Criminais (DISE/DEIC) a uma das primeiras apreensões de “crumble”, também conhecida por “super maconha”.

A apreensão ocorreu em Ribeirão Preto. Segundo o delegado Diógenes Santiago, que coordenou as investigações, os casos de apreensão da “crumble” não são frequentes, mas mostram que a droga já está sendo vendida em Ribeirão Preto. Segundo Santiago, ela circula, principalmente, entre estudantes universitários com alto poder aquisitivo.

O “crumble é uma nova forma concentrada de maconha, com alto poder alucinógeno e que vem ganhando destaque em apreensões pelo Brasil. Enquanto a maconha tradicional tem entre 10% e 15% de THC, a nova droga pode chegar a 90%. Tem coloração amarelada, lembrando cera de abelha.

Outro ponto preocupante é o alto lucro que a droga pro . Enquanto a maconha convencional é vendida a R$ 5,00 o grama, o “crumble” pode chegar a R$ 300. Especialistas alertam que a alta concentração de THC da droga pode causar efeitos colaterais intensos, dependências e danos à saúde do usuário.

Durante a apreensão, os policiais civis localizaram também outras drogas derivadas da maconha e também com concentração maior do que a convencional, como “dry” e “ice”. Além de grande quantidade de cigarros eletrônicos.

A apreensão

A ação ocorreu na noite de sexta-feira, 17 de abril, em um escritório localizado na rua Otto Bens, Ribeirânia, zona Leste de Ribeirão Preto. Segundo o delegado Diógenes Santiago, o local estava estruturado como se fosse uma empresa, mas destinado à ocultação, armazenamento e distribuição de entorpecentes e cigarros eletrônicos.

Policiais apreenderam mais de 450 cigarros eletrônicos, que são proibidos no Brasil (Foto: Divulgação)

Um dos donos da empresa, denominada “Rei do Pod 016”, Daniel Aparecido Ferreira, era investigado pela Deic. Com evidências de que o local era usado para o tráfico e contrabando, os agentes pediram mandado de busca e apreensão, que foi concedido pela Justiça.

Ao entrar no local, os policiais civis confirmaram que o imóvel era usado para armazenamento e distribuição de entorpecentes derivados da maconha, em espécies conhecidas por “dry”, “ice” e “crumble”. Esta última tem maior poder alucinógeno e, consequentemente, maior preço.

“O Crumble é uma forma extremamente potente de extrato de maconha, considerada uma ‘supermaconha’ ou droga ‘gourmet’, que tem ganhado destaque em apreensões no Brasil desde 2025. Diferente da maconha tradicional, o ‘crumble’ passa como butano ou propano), resultando em uma cera quebradiça e seca, com altíssima concentração de THC”, explicou Santiago.

Os policiais também encontraram 464 cigarros eletrônicos, produto que tem comercialização proibida no Brasil, Anvisa). Um dos investigados abordados na ação admitiu que a empresa chegava a faturar até R$ 3 mil .

Além de Daniel, foram presos seu sócio Guilherme Martins Alves Pereira, Juliandra Morelli Manoel (responsável e Wanderson Wesley Henrique Falcão Belizário (que fazia a entrega das encomendas com uma motocicleta).

Todo o material ilícito foi apreendido. Os quatro foram levados para a sede da Deic. Todos foram presos em flagrante e encaminhados para unidades prisionais, ficando à disposição da Justiça. Daniel deve responder , associação criminosa e contrabando. Seu sócio Guilherme vai responder .

Juliandra vai responder , associação criminosa e contrabando. Em sua bolsa foram apreendidos oito comprimidos de droga sintética semelhantes a outros 10 apreendidos na empresa. Ela confessou que auxiliava na organização de pedidos e venda de cigarros eletrônicos.

Já Wanderson vai responder . Ele confessou que há algum tempo entregava os cigarros eletrônicos comprados na empresa. A re , mas o espaço segue aberto caso haja qualquer manifestação.

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