Investigação aponta que esquema cobrava até R$ 12 mil para fraudar provas teóricas de CNH para moradores da zona rural.
A Polícia Civil prendeu em flagrante o dono de uma autoescola em Franca, suspeito de liderar um esquema de emissão irregular de carteiras de motorista. O grupo cobrava entre R$ 4 mil e R$ 12 mil para intermediar a obtenção do documento, tendo como principal público-alvo moradores da zona rural de municípios da região sem escolaridade suficiente para aprovação na prova teórica sem auxílio externo.
A operação policial incluiu o cumprimento de três mandados de busca e apreensão em locais vinculados ao investigado, à sua namorada e aos estabelecimentos envolvidos. O material apreendido nos endereços foi recolhido para análise, conforme informou o delegado Gustavo de Almeida Costa, confirmando os indícios de comercialização ilegal de habilitações, que ocorria especificamente na etapa teórica do processo, enquanto os exames práticos seguiam o fluxo regular.
A origem da investigação remonta a uma ação policial voltada ao combate ao tráfico de drogas no município de Ipuã. Durante a apuração, a análise de um aparelho telefônico apreendido com um suspeito revelou diálogos sobre a aquisição ilegal do documento de direção, o que permitiu aos policiais rastrear o esquema até o proprietário da autoescola em Franca.
Até o momento, seis pessoas foram identificadas por envolvimento no caso, sendo cinco residentes em Minas Gerais e uma na área rural de Ipuã. O inquérito policial segue em andamento com a colaboração de equipes do Detran.