Por Equipe JK

A Netflix lança tanto conteúdo novo que algumas séries simplesmente somem antes mesmo de ganhar chance. Não por falta de qualidade, às vezes exatamente o contrário. Enquanto todo mundo discute o último fenômeno da plataforma, tem gente perdendo obras que vão ficar na memória por anos. Essas 7 séries são a prova disso.

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Elenco da série Sense8 da Netflix

1. Sense8 (2015–2018)

Oito pessoas em oito países diferentes que, do nada, passam a compartilhar pensamentos, emoções e habilidades. É essa a premissa de Sense8, e ela funciona melhor do que qualquer descrição consegue explicar. A série das irmãs Wachowski é generosa em tudo: na cinematografia, na diversidade do elenco, nas histórias que se cruzam sem parecer forçado.

Quem assistiu Sense8 costuma falar dela com uma intensidade que poucas séries provocam. É o tipo de obra que te faz sentir falta de personagens de ficção como se fossem pessoas reais. O cancelamento após duas temporadas ainda dói, e o especial final que a Netflix produziu por pressão dos fãs não fecha tudo que merecia ser fechado, mas pelo menos existe.

2. Kingdom (2019–2020)

Zumbis na Coreia medieval. Parece uma combinação improvável, e é exatamente aí que Kingdom acerta. A série coreana usa o apocalipse zumbi como pano de fundo para contar uma história sobre poder, traição e sobrevivência durante a dinastia Joseon.

O Príncipe Herdeiro Lee Chang precisa descobrir a origem de uma praga que ressuscita os mortos enquanto enfrenta conspirações que ameaçam o trono, e o rei, seu pai, está no centro de tudo isso.

A ação é intensa, os zumbis se movem rápido e o visual é impressionante. Mas o que diferencia Kingdom de qualquer outra produção do gênero é a camada política e histórica que sustenta tudo. Quem assistiu dificilmente encontra algo parecido. E ainda tem quem não saiba que ela existe.

3. Marianne (2019)

Uma romancista de horror volta à sua cidade natal e descobre que a bruxa das suas histórias é real, e está exigindo que ela continue escrevendo. Marianne é francesa, perturbadora e construída com uma habilidade rara de criar tensão sem precisar de jumpscares baratos.

A série estreou em 2019 e foi recebida com entusiasmo por quem a encontrou. Foi cancelada depois de uma única temporada de oito episódios, nunca teve campanha de marketing à altura e acabou engolida pelo algoritmo.

É uma das séries de horror mais bem-feitas da história recente da plataforma, e a maioria dos assinantes sequer sabe que ela existe. Crime duplo.

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4. The Get Down (2016–2017)

South Bronx, anos 70. O hip-hop está nascendo nas ruas, e um grupo de adolescentes talentosos está no meio de tudo isso. The Get Down é uma série musical dirigida .

A trilha sonora é extraordinária, a produção é lavish no melhor sentido e os personagens carregam a narrativa com naturalidade. Infelizmente, Luhrmann não pôde continuar à frente do projeto para uma segunda temporada, e sem ele, a série não foi adiante. Hoje mal aparece quando se fala em produções originais da Netflix. É uma das maiores injustiças do catálogo da plataforma.

5. Caçadoras de Recompensas (2020)

Duas irmãs gêmeas de 16 anos que frequentam uma escola evangélica conservadora e, por acidente, viram aprendizes de caçadoras de recompensas. Caçadoras de Recompensas soa absurda no papel e funciona perfeitamente na tela. O roteiro é ágil, os diálogos são afiados e a série equilibra humor e coração com uma competência que muita produção adulta não alcança.

Cancelada após a primeira temporada, com pouca divulgação durante a exibição, a série foi um daqueles casos clássicos de produto bom que simplesmente não recebeu a chance que merecia. Quem assistiu lamentou o fim. Quem não assistiu ainda não sabe o que perdeu.

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6. Supacell (2024–presente)

Cinco moradores do sul de Londres desenvolvem superpoderes aparentemente sem razão. Michael Lasaki, um dos afetados, precisa encontrar todos e unir o grupo antes que uma organização poderosa os elimine. Supacell é britânica, atual e faz algo que o gênero raramente faz direito: trata os personagens como pessoas antes de tratá-los como super-heróis.

A série mistura realismo social com ficção científica e ação de um jeito que parece orgânico, nunca artificial. É uma das produções mais frescas e bem-executadas que a Netflix tem no catálogo agora, e está passando despercebida pela maioria dos assinantes. Essa é a que você provavelmente ainda dá tempo de assistir antes que todo mundo descubra.

7. Um Dia (2024)

Emma e Dexter se conhecem no último dia da faculdade e, a partir daí, a série os acompanha nessa mesma data ao longo dos anos. Um Dia é uma adaptação do romance de David Nicholls e é exatamente o tipo de história de amor que dói do jeito certo, sem manipulação fácil, sem atalhos emocionais.

Ambika Mod e Leo Woodall entregam atuações que ficam com o espectador muito depois dos créditos. A minissérie britânica foi lançada com pouco barulho em 2024 e acabou se perdendo entre lançamentos maiores.

Quem encontrou sabe que é uma das melhores coisas que a Netflix produziu nos últimos anos. Quem não encontrou ainda tem uma boa surpresa pela frente.

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