Homem suspeito de matar Josemeire Aparecida Silva em Jaboticabal é preso após investigações apontarem agressões, sequestro e cárcere privado.
A Polícia Civil de Jaboticabal apura como feminicídio, violência doméstica, sequestro e cárcere privado a morte de Josemeire Aparecida Silva, conhecida como Rosinha, de 40 anos. Ela morreu em 4 de julho, depois de passar 20 dias internada em decorrência das agressões atribuídas a Edson Luiz Antônio da Silva.
A prisão do suspeito ocorreu em ação conjunta das polícias Civil e Militar, em Jaboticabal. Para a família, a detenção representa um primeiro passo para a responsabilização do acusado. O irmão da vítima, Juliano dos Santos Silva, afirmou que a prisão trouxe alívio, embora não diminua a dor da perda.
Segundo os relatos da família, Josemeire e o suspeito tinham um relacionamento marcado por idas e vindas havia cerca de cinco meses. Apesar de enfrentar problemas com dependência química e períodos em situação de rua, ela trabalhava com reciclagem e fazia faxinas, de acordo com os parentes.
A violência teria começado a ser percebida em maio, quando Juliano soube que a irmã havia conseguido fugir da casa do ex-companheiro, onde estaria mantida em cárcere privado. Ao encontrá-la, ele disse que a vítima estava muito ferida, com o rosto desfigurado e machucados na cabeça. No dia seguinte, Josemeire foi atendida na UPA de Jaboticabal, recebeu alta e seguiu o tratamento fora da unidade.
A família relata que ela não chegou a registrar ocorrência por medo das ameaças. Aos poucos, porém, contou a uma cunhada detalhes das agressões, dizendo que os ataques aconteciam sem motivo aparente e que, em alguns momentos, ela desmaiava durante as sessões de violência.