Por Equipe JK

Três pessoas foram presas na manhã desta terça-feira (28) durante a Operação Fazenda Fantasma, deflagrada pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) e pela Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (DISE) de Barretos.

A ação é resultado de uma investigação que apura um esquema de fraudes eletrônicas praticadas contra um empresário rural da cidade e foi realizada em três municípios de Minas Gerais.

A operação contou com apoio do Grupo de Operações Especiais (GOE) de Barretos, do GOE da Divisão Especializada de Investigações Criminais (DEIC) de Ribeirão Preto e da Polícia Civil de Minas Gerais.

Segundo as investigações, o grupo utilizava contas de e-mail e aplicativos de mensagens para se passar pelo empresário e obter vantagens financeiras junto a empresas e estabelecimentos comerciais. Para isso, os suspeitos teriam criado identidades digitais falsas, utilizado dados pessoais e bancários da vítima e recorrido a documentos de identidade adulterados em negociações presenciais e pela internet.

As tentativas de golpe identificadas durante a investigação somam mais de R$ 449 mil. De acordo com a Polícia Civil, nenhuma foi consumada, pois as transações foram bloqueadas .

Segundo Domingos, grupo tentava comprar equipamentos e insumos agrícolas em nome de empresário rural de Barretos (Foto: Divulgação)

Foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão nas cidades de Ituiutaba, Uberlândia e Santa Vitória, em Minas Gerais. Os agentes também prenderam três suspeitos, com idades entre 27 e 46 anos.

“Os apontados se passavam pelo empresário e tentaram adquirir diversos insumos agrícolas e equipamentos junto a empresas da região de Barretos”, explicou o delegado Rafael Faria Domingos.

Eles foram localizados em Ituiutaba, onde permaneceram à disposição da Justiça para audiência de custódia. Durante o cumprimento dos mandados, também foram apreendidos aparelhos eletrônicos e documentos que serão analisados no decorrer da investigação.

A apuração da DIG de Barretos apontou que o grupo atuava de forma organizada, com divisão de funções entre os integrantes. Ao longo da investigação, foram analisados registros de comunicações eletrônicas, movimentações bancárias e dados obtidos , além de informações fornecidas .

O inquérito policial prossegue para apurar a possível participação de outras pessoas no esquema. Os investigados poderão responder .

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