Por Equipe JK
O julgamento que vai decidir sobre a extradição da ex-deputada federal ribeirão-pretana Carla Zambelli (PL-SP), presa em Roma, na Itália, foi suspenso nesta quarta-feira (11) e está previsto para ser retomado nesta quinta-feira, 12 de fevereiro. A análise do caso já foi adiada quatro vezes.
A extradição da ex-parlamentar começou a ser analisada na terça-feira (10). Essa é a fase final que deve decidir sobre o destino de Zambelli. O advogado Fabio Pagnozzi, que representa a ex-deputada no Brasil, afirmou que a audiência precisou ser remarcada “tiveram muitos quesitos” sobre o caso.
“A audiência hoje (quarta, 11) da Carla Zambelli foi exaustiva. Como a defesa teve muitos quesitos e a acusação também foi remarcada para amanhã (quinta) às 9h da Itália”, disse Na terça-feira, a Justiça da Itália negou um pedido da defesa da ex-deputada para trocar o colegiado de juízes responsável pelo processo de extradição da ex-parlamentar para o Brasil.
Condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), Zambelli teve sua extradição pedida à Itália após ter deixado o Brasil, o que levou à sua prisão pela polícia italiana. Agora, , cabe às autoridades judiciais do país europeu abrir e concluir o procedimento que definirá se a extradição será ou não autorizada, especialmente -parlamentar também possui cidadania italiana.
Segundo apuração junto a investigadores, Zambelli foi localizada pelo adido da Polícia Federal em Roma, que atua na embaixada brasileira, em conjunto com autoridades italianas. A prisão ocorreu no mesmo dia da publicação de Bonelli. Desde então, a ex-deputada permanece detida na capital italiana.
No Brasil, Zambelli foi condenada duas vezes pelo STF. Na primeira ação, recebeu pena de dez anos de prisão CNJ) e falsidade ideológica, em conluio com o hacker Walter Delgatti Neto. Ele afirmou ter sido contratado , incluindo um falso mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes.
Após essa condenação, Zambelli deixou o país e acabou presa na Itália em operação conjunta da Polícia Federal com autoridades locais. Na segunda condenação, o STF fixou pena de cinco anos e três meses de prisão, em regime inicial semiaberto, pelos crimes de , com perda do mandato após o trânsito em julgado.
Ela se envolveu em uma confusão no dia das eleições de 2022. Em vídeos divulgados nas redes sociais em poder da Polícia Civil, a parlamentar aparece empunhando uma pistola enquanto persegue um homem negro, que é agredido . Um tiro é disparado pelo grupo do qual fazia parte a deputada. Carla alega ter sido agredida.