Especialista orienta pais sobre prevenção de acidentes domésticos, cuidados com o sono e hidratação durante as férias escolares.

O período de recesso escolar é sinônimo de descanso e diversão para os pequenos, mas também demanda maior vigilância por parte dos pais e responsáveis. Com a permanência prolongada no lar e a quebra na rotina habitual, elevam-se as chances de ocorrências de acidentes domésticos. Adicionalmente, o tempo seco típico do inverno e a intensa disseminação de vírus respiratórios demandam atenção redobrada com o bem-estar infantil.

Acidentes como quedas, queimaduras, intoxicações, engasgos, afogamentos, choques elétricos e cortes figuram entre os mais comuns durante as férias. De acordo com Amanda Mendes Spirlandeli, pediatra da Hapvida, grande parte desses incidentes pode ser evitada por meio de ações básicas de prevenção e monitoramento constante.

“Usar redes ou grades de proteção em janelas, escadas e sacadas, manter medicamentos e produtos de limpeza em armários altos ou trancados e nunca deixar crianças sozinhas próximas à água são algumas das medidas que ajudam a prevenir acidentes”, afirma.

Cuidados com o sono das crianças

Além da integridade física, a época de descanso costuma desregular os horários de sono. Embora seja natural certa flexibilidade, a especialista da Hapvida adverte que alterações drásticas podem gerar irritabilidade, déficit de atenção, fadiga diurna e complicar o retorno à rotina escolar.

Para mitigar tais efeitos, a médica aconselha a preservação de horários minimamente estruturados, a criação de rituais relaxantes antes de deitar e a suspensão de aparelhos eletrônicos ao menos sessenta minutos antes do sono. “Se a criança passou as férias com horários muito diferentes, vale a pena começar a ajustá-los alguns dias antes da volta às aulas, adiantando gradualmente a hora de dormir e de acordar”, orienta.

Atenção ao inverno e à hidratação infantil

Outro ponto crítico refere-se às condições climáticas secas. Conforme aponta Amanda, a baixa umidade prejudica as vias aéreas e propicia a proliferação viral.

“A sensação de sede costuma diminuir no frio, mas a necessidade de líquidos permanece”, explica. “Por isso, a orientação é oferecer água com frequência, incluir frutas ricas em água na alimentação, manter os ambientes ventilados, realizar higiene nasal com soro fisiológico quando necessário e manter a vacinação em dia. A lavagem frequente das mãos e evitar contato com pessoas com sintomas respiratórios também ajudam na prevenção”, conclui.

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