Levantamento mostra que bancos, empresas de telefonia e recuperadoras de crédito responderam pela maior parte dos acordos de dívidas em mutirão.
Bancos, operadoras de telefonia e empresas de recuperação de crédito responderam por 76% dos acordos fechados por consumidores durante um mutirão de regularização financeira. Os dados ajudam a traçar um panorama da inadimplência em um cenário onde mais da metade dos CPFs locais registra algum tipo de restrição, índice que fica acima da média nacional.
De acordo com o balanço, os débitos bancários e aqueles administrados por recuperadoras de crédito tiveram os maiores valores médios de negociação, ficando acima de 400 reais. No setor de telefonia, o ticket médio registrado foi de 107 reais. O levantamento também apontou um volume expressivo de acordos ligados a dívidas que já haviam sido repassadas para companhias especializadas em cobrança.
Em relação ao perfil de quem buscou renegociar os débitos, a idade média dos participantes ficou em 48,7 anos. Cerca de 75% eram casados e aproximadamente 38% tinham 55 anos ou mais. Os números mostram que a dificuldade financeira atinge também pessoas com histórico consolidado, e não apenas os públicos mais jovens.
A iniciativa foi promovida por uma plataforma de recuperação de crédito com foco na renegociação de débitos e na orientação financeira da população. A empresa informou que as informações coletadas servirão de base para planejar novas ações presenciais e digitais voltadas ao combate ao endividamento.