Por Equipe 016
Crescimento projetado é de 30% em relação a edição do ano passado
Igor Ramos (especial para o Tribuna)
A edição 2026 da Agrishow será a sexta com a participação da Cresol e promete ser a mais significativa na história da Cooperativa, com uma estimativa de negócios de R$ 180 milhões, envolvendo financiamentos e liberação de créditos para os cooperados. Ela deverá ser superior em 30% no comparativo de 2025.
Quem aposta nessa evolução baseada em estudos ao longo do ano e na visitação nos primeiros dias da Feira Internacional de Agronegócio, é o presidente da Cresol Confederação, Cledir Magri.

“O que é importante destacar que a participação da Cresol No primeiro ano que chegamos aqui, até o estágio atual, nós ampliamos muito nossa participação. E essa participação passa pela estrutura pela localização do parque, pelo número de profissionais que nós alocamos para esta no dia a dia então fomos ampliando por entender a grandeza e a dimensão que uma Agrishow tem”, destaca Magri.
O executivo ressalta, no entanto, o agronegócio no Brasil passa por momentos de incertezas. “O agro de forma geral, e eu tenho uma relação com os estados do Sul, mas andando por esse Brasil afora, nós observamos incertezas e instabilidades. Isso de alguma forma tem impacto. Mas, mesmo assim acreditamos que isso não traz prejuízos ou percalços na nossa atuação, pois nós acreditamos que nós estamos nessa feira com recursos equalizáveis, então subvencionados pois se eu pegar toda a linha do PRONAF ou PRONANP e demais produtores, nós temos dinheiro que acaba sendo um elemento importante nessa hora você ofertar para um produtor uma condição de crédito adequada, uma taxa de juro melhor”, explicou.
Plano Safra – Segundo o presidente da Cresol Confederação, o primeiro ponto importante diante do atual cenário é ofertar ao produtor uma boa condição, com visão de crédito adequada , taxa de juros melhor, e o segundo aspecto fundamental é que em seguida é que teremos uma agenda com BNDS, cuja pauta é o próximo Plano Safra. Nele a expectativa é operar R$ 15 bilhões (2025/2026) e o de 2026/2027) é operar R$ 18 bilhões em oferta de créditos.
“Humor do produtor” – De acordo com Magri, o “ânimo” do produtor diz muito. “Ele tem enfrentado situações desafiadoras, como por exemplo o custo de produção aumentando, o valor do produto não crescendo na mesma proporção e como consequência, por meses ocorre uma menor procura por crédito” destaca. “São fatores climáticos, políticos, o macroeconômico, a instabilidade mundial com efeitos de guerras”, completa.
Com todo esse combo, destacado pelo presidente, a Cresol ainda aposta que a importância do cooperativismo só aumenta”.
Relação com governo – Magri destaca que nos 20 anos à frente da cooperativa conseguiu mensurar as formas de negociações, com os ministérios. E elogia. “Conseguimos sim uma relação muito próxima com eles, pois somos uma instituição para todos. Mas o agro é o nosso DNA e isso nos permite transitar bem em governos, sejam eles de esquerda ou de direita”, revela.
Obviamente, às vezes temos um aceite menor ou maior de suas demandas. Nunca portas fechadas” completa o executivo.
Sobre a Cresol
A Cresol foi fundada há 30 anos, no Paraná e foi fundada por 27 agricultores familiares da região sudoeste do Paraná. Nos últimos dez anos a cooperativa, em decisão estratégica foi reposicionada em várias frentes, tornando-se uma instituição financeira para todos, desde o segmento agrícola, industrial e urbano (pequenas e médias empresas).
“Hoje atendemos o pequeno, o médio e o grande produtor. A agricultura familiar se inclui nisso, como o grande produtor é o pilar. Começamos com 27 colaboradores e hoje, temos um milhão e cem mil mil cooperados. São 70% ligados ao agro e 30% ao segmento mais urbano”, detalha.
A carteira da cooperativa é de R$ 40 bilhões, “sendo 52% no agro e 48% aplicado no segmento urbano (empresarial e pessoa física)”, completa. Tal volume vem tanto dos cooperados como de parceiros, como o BNDS.
Durante a visita ao stand da Cresol, a reportagem do Tribuna Ribeirão conversou também com Alzimiro Thomé, presidente central da Cresol Braser.

Entre os pontos que ele destaca nessa sexta participação na Agrishow é a força da cooperativa e o seu crescimento. “Nesses 30 anos chegamos a terceira posição no cooperativismo nacional e isso mostra o quanto a Cresol se importa com seu cooperado, seja ele de qual modalidade for”, diz. “Atualmente temos mais de mil agências em 20 estados. No estado de São Paulo são 30 agências. com um projeto de expansão”, completa.
Ribeirão Preto
Segundo Alzimiro Thomé, Ribeirão tem importância estratégica nesse crescimento. “Temos quatro anos aqui na cidade, conhecemos o tamanho da cidade e seu potencial, tanto é que ela abriga uma feira como essa há décadas”, afirma. Thomé conta que nos próximos anos haverá uma ampliação de agências na cidade e na região, mas não revela quantas. “Está nos planos e isso é algo concreto”, brinca.
Com foco na geração de negócios, fortalecimento de marca e relacionamento com o público, a Cresol leva para a feira um portfólio completo de soluções financeiras. Entre os destaques estão as linhas de crédito agro, como custeio, investimento, crédito pré-aprovado e rotativo, além de soluções voltadas para pessoas jurídicas, como crédito sustentável, financiamento de veículos e investimentos, incluindo opções de consórcios.
No crédito rural, a atuação também se destaca: na safra atual, a cooperativa já operacionalizou cerca de R$ 12 bilhões em mais de 100 mil contratos, com expectativa de superar o recorde histórico da safra anterior. O crédito de custeio representa aproximadamente 60% das operações, seguido por linhas de investimento voltadas à modernização das propriedades.
Alzimiro Thomé ressalta que a Cresol busca ampliar seu leque de atuação, embora esteja no agro o seu DNA. “O cooperado é a nossa razão de existir, nosso ponto de partida e também nosso ponto de chegada”, finaliza.