Por Equipe JK
O publicitário Alexandre Meirelles Nogueira Ribeiro, ex-assessor de André Rodini (Novo), publicou nas redes sociais um manifesto sobre a decisão da Câmara de Ribeirão Preto de rejeitar, na sessão de segunda-feira, 2 de fevereiro, pedido de investigação protocolado -patrão.
Por 16 votos a três, o Legislativo engavetou o pedido de abertura de processo que poderia gerar cassação de mandato de Rodini . Apenas as três vereadoras do PT votaram pela invetigação: Duda Hidalgo, Perla Müller e Judete Zilli (Coletivo Popular).
Ribeiro acusa Rodini 125 anos do Mercado Municipal de Ribeirão Preto, o Mercadão Central, no ano passado.
O pedido de investigação foi protocolado na Câmara pelo próprio Ribeiro, em 15 de janeiro. Ele trabalhou com o legislador entre novembro de 2022 e outubro do ano passado. O ex-assessor classifica como quebra de decoro parlamentar a atitude de André Rodini em 29 de setembro, durante as comemorações do aniversário de 125 anos do Mercadão Central.
Segundo ele, ao ser informado – com bolo –, o vereador respondeu . “Vai ter pobre fazendo pobrice lá? Pegando bolo com balde?”.
No manifesto, Alexandre Ribeiro afirma que respeita a decisão do Legislativo, mas discorda. Diz que a denúncia está fundamentada em provas documentais, incluindo a admissão pública do próprio vereador sobre a frase discriminatória. “Pobrice não é meme. Ironizar a vulnerabilidade de quem faz fila ”, afirma o publicitário.
Ressaltou ainda que após protocolar a denúncia, foi publicamente difamado em emissoras de TV, rádio e jornal impresso da região. “Fiz o que era certo. Faria de novo. Agradeço as três vereadoras que votaram pela investigação e a todos que me apoiaram”, conclui.
A Associação de Comerciantes do Mercado Municipal de Ribeirão Preto (Acomecerp) se manifestou a respeito. Em nota publicada nas redes sociais, repudia as falas de Rodini e defende o caráter popular, histórico e democrático do estabelecimento. Afirma que manifestações ridicularizando ou desqualificando pessoas , mesmo quando tratadas como brincadeira.
Ao Tribuna, o vereador André Rodini afirmou que em nenhum momento a conversa feita em um grupo de WhatsApp do gabinete teve conotação de depreciação de pobres e que foi reproduzido apenas um “meme” corriqueiro da internet, que não tem preconceito e nada contra qualquer pessoa ou classe social.