Por Equipe JK
O custo das obras da construção do prédio da reserva técnica dos Museus Histórico e de Ordem Geral Plínio Travassos dos Santos e do Café Coronel Francisco Schmidt, no campus da Universidade de São Paulo (USP) de Ribeirão Preto, já aumentou 4,42%, de R$ 4.862.000 para R$ 5.076.804,12, acréscimo de R$ 214.802,12.
Aumento é resultado de rerratificações de preço para correção inflacionária pelo Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-M) da Fundação Getúlio Vargas. A empresa GG Ribeirão Construções Ltda-EPP é a responsávbel pela obra. O valor máximo estimado em edital era R$ 6.021.836,76, mas a concorrência eletrônica alcançou uma economia de 19,26% com a proposta de R$ 4.862.000, desconto de R$ 1.159.836,76.
Apesar da correção, ainda está 15,69% abaixo do valor máximo previsto em edital, diferença de R$ 945.032,64. O contrato foi assinado na manhã de 2 de maio de 2024 pelo então prefeito Duarte Nogueira (à época no PSDB, hoje no PSD) e pelo ex-secretário municipal de Cultura e Turismo, Pedro Leão. A licitação foi finalizada em 25 de abril.

O prazo para construção da reserva técnica era de 18 meses – outubro do ano passado -, mas teve o prazo prorrogado para o dia 9 de fevereiro deste ano. Vinte e quatro empresas se candidataram para realizar a obras. O espaço irá resolver um problema histórico de salvaguarda do acervo de seis mil peças, para que as etapas de restauro dos prédios sejam iniciadas.
O projeto foi aprovado pelo Conselho de Preservação do Patrimônio Cultural (Conppac) e o edifício será construído atrás da Casa do Colono, com área total de 1.211,52 metros quadrados e três andares: térreo, pavimento inferior e superior.
O projeto foi desenhado para que o pavimento térreo (intermediário) possa acessar diretamente o nível do Museu do Café. Estima-se cerca de seis mil objetos que serão organizados sob uma mesma tipologia, higienizados, etiquetados, catalogados, fotografados e embalados.
Para este trabalho, será envolvida equipe de técnicos e especialistas como conservadores, agentes de acervo, inventariantes, fotógrafo, museóloga, historiadora e especialista em obras de gesso e especialista em mitigação de térmitas (controle de pragas). O valor estimado dos serviços é de R$ 380 mil.
O projeto de restauro não compreende somente a reforma e restauro dos museus, mas também a Casa do Colono, coreto e belvedere, os jardins e o entorno, inclusive o cercamento do complexo. Além da reserva técnica, também prevê a construção de estacionamento para os visitantes.
Esses novos locais serão incluídos em espaços que não irão interferir no patrimônio histórico. A novela do restauro dos dois museus começou há dez anos, em março de 2016, quando ambos foram interditados, depois que o forro de um dos cômodos desabou.
Com base em ação civil movida pelo Ministério Público, em outubro de 2017, a Justiça determinou que a prefeitura iniciasse, em até 90 dias, a restauração dos museus, sob pena de multa diária de R$ 1 mil. A administração recorreu da sentença, que acabou sendo mantida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP).
Já em janeiro de 2019, a Justiça determinou que a prefeitura de Ribeirão Preto teria de reformar os museus em até dois anos, sob pena de multa de R$ 10 mil . Os acervos também deveriam ser restaurados dentro de um ano.
O Complexo dos Museus
Com o objetivo de contar a história do “ciclo do café” em Ribeirão Preto e no Brasil, Plínio Travassos dos Santos começou a recolher e colecionar objetos alusivos a cultura do “ouro verde”. Em 20 de janeiro de 1955, já com um número significativo de objetos, foi inaugurado o Museu do Café, instalado provisoriamente, em três salas e três corpos das varandas que circundam o edifício do Museu Histórico.
O prédio do Museu do Café Coronel Francisco Schmidt foi inaugurado oficialmente em 26 de janeiro de 1957, no campus da Universidade de São Paulo (USP). O Museu Histórico e de Ordem Geral começou a sair do papel em 1938, . Com o objetivo de criar um Museu em Ribeirão Preto. A criação foi oficializada em julho de 1949.
Em 1950, o município recebeu -sede (antigo Solar Schmidt) da Fazenda Monte Alegre. Este imóvel e a área circundante foram posteriormente doados (em regime de comodato) mediante autorização legal. Em 28 de março de 1951, instalado definitivamente no antigo Solar Schmidt, o museu foi inaugurado, com as seções Artes, Etnologia Indígena, Zoologia, Geologia e Numismática.
Os Museus Histórico e do Café abrigam um dos mais im , formado , dentre eles documentos históricos, fotografias, numismática, etnologia indígena, mineralogia, mobiliário, indumentária, além de obras de arte como pinturas e esculturas de artistas de renome como Victor Brecheret, Rodolfo Bernardelli, José Pereira Barreto, Tito Bernucci, Oscar Pereira da Silva, J. B. Ferri, Odete Barcelos, Colette Pujol, muitas com temática histórica.