Por Equipe JK
A prefeitura de Ribeirão Preto, , ampliou as ações de fiscalização da Vigilância Sanitária em bares, adegas e distribuidoras do município, diante da gravidade dos casos de intoxicação .
Até o momento, 21 estabelecimentos foram inspecionados, sendo que dez deles foram autuados . Durante as ações, foram interditados 197 litros de cachaça, oito garrafas de vodca, fdoze garrafas de licor e 6.932 copinhos (50ml) de cachaça.
Além disso, foram apreendidos 34 garrafas de tequila, cinco de licor, doze litros de cachaça, uma garrafa de vodca e uma garrada de conhaque, totalizando 53.
A secretaria confirmou a notificação de um caso suspeito de intoxicação . Um dos pacientes segue internado no Hospital das Clínicas Unidade de Emergência (HCUE) e a pasta aguarda os resultados dos exames para a confirmação ou não da intoxicação .
A pasta reforça a orientação para que a população evite o consumo de bebidas alcoólicas de origem duvidosa, verificando sempre lacres, rótulos, selo fiscal e dados do fabricante. Entre os sintomas que podem indicar intoxicação estão náuseas, dor abdominal, alterações visuais e confusão mental. Nessas situações, é fundamental procurar atendimento médico imediato.
O Ministério Público de São Paulo (MPSP) oficiou a pasta para que fornecesse, em 48 horas, a relação de todos os atendimentos feitos na rede municipal Inclui o atendimento ambulatorial ou nas instituições conveniadas ao Sistema Único de Saúde (SUS). Também foram notificados hospitais particulares e o HC da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (HCFMRP), ligado à Universidade de São Paulo (USP).
Segundo o promotor Carlos Cezar Barbosa, da Promotoria de Defesa do Consumidor, a medida é fundamentada nos recentes casos de intoxicação e morte de pessoas, principalmente no Estado de São Paulo. De acordo com a secretaria, , os casos suspeitos de intoxicação atendidos na rede particular também têm de ser notificados a pasta.
O promotor também afirmou ao Tribuna que os comerciantes do setor devem ficar atentos e evitar comprar bebidas com indícios ou risco de adulteração – também serão responsabilizados criminalmente e civilmente em casos de intoxicação e morte.
Na quarta-feira (1º), o Ministério da Saúde anunciou a criação de uma Sala de Situação para monitorar os casos de intoxicação . A maioria dos casos concentra-se no estado de São Paulo. Nesta semana um morador de Barrinha foi internado no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto vítima de intoxicação após consumir uísque supostamente adulterado.
Após a notificação, o MP irá, junto com outros órgãos, iniciar um processo de rastreamento para identificar onde ocorreu o consumo da bebida adulterada e quem comercializou o produto até chegar aos responsáveis pela fraude.
O plenário da Câmara dos Deputados aprovou, na quinta-feira (2), o regime de urgência para proposta que torna crime hediondo a adulteração de alimentos ou bebidas a partir da adição de ingredientes que possam causar risco à vida ou grave ameaça à saúde. Os projetos com urgência podem ser votados diretamente no plenário, sem passar antes pelas comissões.
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), espera pautar o projeto para que seja vota na próxima semana. A mobilização do Parlamento ocorre após o registro de diversos casos em São Paulo e outros estados de intoxicação pela presença de metanol em bebidas alcoólicas adulteradas.
O crime hediondo é inafiançável e insuscetível de graça, indulto ou anistia, fiança e liberdade provisória. O projeto não propõe a extensão da pena, mas a lei de crimes hediondos determina penas de até 30 anos, com progressão de regime mais lenta.