Por Equipe JK
Entre julho e novembro, as águas do arquipélago de Cairu, na Bahia, recebem as baleias-jubarte, que deixam a Antártida e percorrem milhares de quilômetros em direção ao litoral brasileiro. A tem .
Durante esse período, as águas mais quentes do litoral baiano são procuradas pelas jubartes para reprodução, acasalamento e nascimento dos filhotes. Morro de São Paulo, Boipeba, Garapuá e o Banco de Tinharé tornam-se cenários de encontros entre visitantes e um dos maiores mamíferos do planeta.
Com até 16 metros de comprimento e aproximadamente 40 toneladas, as baleias-jubarte chamam a atenção não apenas pelo tamanho, mas também , batidas de cauda, movimentos das nadadeiras e a interação entre mães e filhotes.
Observação responsável
A tem -jubarte vem consolidando Cairu como destino de turismo de natureza. Embora os avistamentos já ocorressem espontaneamente havia anos, a Prefeitura de Cairu estruturou e regulamentou a atividade, com um modelo de operação voltado à segurança, à conservação ambiental e à experiência dos visitantes.

Os passeios são realizados exclusivamente , em parceria com o Projeto Baleia Jubarte e a Marinha do Brasil.
A capacitação aborda legislação ambiental, normas de segurança, técnicas de navegação e boas práticas para o avistamento responsável, com o objetivo de reduzir o impacto da atividade sobre os animais.
Para este ano, a expectativa é positiva em razão do grande número de baleias já registrado na região.
Como funciona o passeio
As saídas acontecem diariamente, desde que as condições de navegação sejam favoráveis, em embarcações com capacidade para até 15 passageiros.
Em Morro de São Paulo, os passeios partem da Terceira Praia. Em Boipeba, o embarque ocorre no píer da ilha. O roteiro varia conforme a localização das baleias no momento de cada saída e respeita as regras de aproximação e observação estabelecidas pelos órgãos ambientais.
A experiência dura, em média, até quatro horas e conta com o acompanhamento de um guia capacitado pelo Projeto Baleia Jubarte. Durante o trajeto, os visitantes recebem informações sobre a espécie, o com .
Como as baleias vivem livremente em seu ambiente natural, não há garantia de avistamento. Os passeios são cancelados ou remarcados quando as condições de navegação oferecem riscos à segurança.
Serviço
Passeio de observação de baleias-jubarte – Tem 2026
Período: julho a novembro de 2026
Saídas: Terceira Praia, em Morro de São Paulo, e píer de Boipeba
Duração: até quatro horas, conforme as condições do mar e a localização das baleias
Embarcações: capacidade para até 15 passageiros
Valor médio: R$ 400
Idade mínima: não há
Reservas: agências credenciadas pelo programa Viva Cairu
Observação: o avistamento depende do com .
Baleias podem ser avistadas no litoral paulista
Quem deseja acompanhar de perto a passagem das baleias-jubarte também encontra opções no litoral paulista. Ilhabela, São Sebastião, Ubatuba e Caraguatatuba integram a rota migratória da espécie, com maior possibilidade de avistamentos entre maio e agosto, especialmente nos meses de junho e julho.
Ilhabela e o Canal de São Sebastião concentram a atividade turística mais estruturada. Em 2025, Ilhabela registrou 836 avistamentos de baleias-jubarte, número recorde segundo a prefeitura. Neste ano, o primeiro registro da espécie no município ocorreu em 16 de abril.

Além das jubartes, as águas do Litoral Norte podem receber baleias-de-bryde, baleias-francas-austrais, toninhas e diferentes espécies de golfinhos. Em julho deste ano, uma baleia-franca-austral acompanhada de um filhote foi observada no Canal de São Sebastião. A presença da espécie é considerada menos comum na região, pois sua maior concentração ocorre no Sul do país.
Observação responsável
Ilhabela possui empresas credenciadas para a realização dos passeios e criou o selo “Ilhabela, Cidade Amiga das Baleias”, concedido às operadoras que atendem aos critérios de capacitação e observação responsável. A tem 2026 foi aberta oficialmente em maio, durante uma oficina que reuniu representantes do Projeto Baleia Jubarte, Marinha do Brasil, Ibama, Fundação Florestal, Instituto Argonauta e Instituto ProBaleia.
São Sebastião também mantém um Programa de Avistamento Responsável, regulamentado . As iniciativas procuram conciliar o crescimento do turismo de natureza com a proteção dos animais e a segurança dos visitantes.
As embarcações devem respeitar as normas estabelecidas pelo Ibama. Entre as regras estão manter distância mínima de 100 metros com o motor engrenado, não perseguir as baleias 30 minutos, não bloquear seu deslocamento e evitar ruídos excessivos. Também não é permitido nadar ou mergulhar a menos de 50 metros dos animais.
Como ocorre na Bahia, os passeios dependem das condições do mar e do com . , o avistamento não pode ser garantido. A recomendação é contratar empresas regularizadas e confirmar previamente horários, valores e condições de navegação.