Por Equipe JK

A Polícia Civil de Santa Catarina concluiu a investigação sobre a morte do cão comunitário Orelha, de dez anos, em 4 de janeiro, e da tentativa de afogamento do cachorro Caramelo, ambos ocorridos na Praia Brava, bairro turístico de Florianópolis (SC).

Um adolescente foi apontado como agressor de Orelha e outros quatro na tentativa de afogamento do cachorro Caramelo. Nos dois casos, a Polícia Civil concluiu que os jovens cometeram atos infracionais análogos ao crime de maus-tratos.

Os nomes, idades e localização dos suspeitos não foram divulgados pela investigação, tendo em vista que o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) prevê sigilo absoluto nos procedimentos envolvendo pessoas abaixo de 18 anos.

A Polícia Civil pediu a internação provisória do adolescente apontado como agressor de Orelha. No caso do cão Caramelo, quatro adolescentes foram representados -tratos.

Segundo os laudos da Polícia Científica, Orelha sofreu uma pancada contundente na cabeça, que pode ter sido , como um pedaço de madeira ou uma garrafa.

No caso Orelha, foram 24 testemunhas ouvidas, oito adolescentes suspeitos investigados, além de provas como a roupa utilizada pelo autor do crime, que foi registrada em filmagens.

Segundo o delegado Renan Balbino, o adolescente é um dos que estavam nos Estados Unidos durante parte das investigações. A Delegacia de Proteção Animal de Santa Catarina também indiciou três familiares – entre eles os pais e um tio – dos adolescentes.

Segundo a cor , eles são acusados de coagir uma testemunha no inquérito que investigou morte do animal. Orelha morreu após ser agredido 5h30 de 4 de janeiro. Ele era um cão comunitário que recebia cuidados de vários moradores na Praia Brava.

O animal foi encontrado agonizando . Orelha morreu após ser agredido 5h30 de 4 de janeiro. Ele era um cão comunitário que recebia cuidados de vários moradores na Praia Brava. O animal foi encontrado agonizando .

No último domingo, 1º de fevereiro, uma caminhada em defesa da causa animal reuniu cerca de 200 pessoas – entre tutores, protetores independentes e apoiadores – na avenida Maurílio Biagi, em Ribeirão Preto. O ato teve como principal objetivo pedir justiça no caso do cão comunitário Orelha.

O caso gerou comoção e indignação em todo o país. A manifestação ocorreu em uma das principais avenidas da Zona Sul da cidade e foi acompanhada pela Polícia Militar, que garantiu a segurança dos participantes e a organização do trânsito durante o percurso.

Muitos manifestantes caminharam com seus próprios cães e levaram cartazes cobrando punição aos responsáveis e maior rigor no combate aos maus-tratos contra animais.

O protesto em Ribeirão Preto fez parte de uma mobilização nacional, com atos realizados simultaneamente em diversas cidades do Brasil, reforçando o caráter coletivo do pedido .

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