Por Equipe JK
A Polícia Civil confirmou que o laudo do Instituto de Criminalística (IC) constatou a presença de terbufós, princípio ativo do “chumbinho” no copo de açaí consumido , de 27 anos. Ele passou mal após consumir o produto no dia 5 de fevereiro e chegou a ficar internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital das Clínicas – Unidade de Emergência (HC-UE).
O laudo do exame de sangue, divulgado há alguns dias, não detectou a presença do veneno, mas o material só foi coletado depois que Adenilson passou . Desta forma, não teria como afirmar que havia resquícios de “chumbinho” em seu organismo.
Com a confirmação da presença do veneno, o caso deve passar a ser investigado como tentativa de homicídio. A Polícia Civil já havia descartado que o veneno tenha sido aplicado no estabelecimento que vendeu o produto.

Os proprietários da açaiteria encaminharam farto material, com câmeras de vídeo que demonstram a montagem dos produtos, o armazenamento e sua retirada. Assim, a principal suspeita passa a ser a companheira de Adenilson, Larissa Batista de Souza.
O delegado responsável pela Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic), José Carvalho de Araújo, disse há algumas semanas que, caso fosse confirmada a presença de “chumbinho” no açaí, ela passaria a ser tratada como principal suspeita. Ontem, afirmou que o laudo é uma prova técnica e indica que alguém tinha a intenção de matar Adenilson Parente.
“Em algum momento alguém colocou veneno nesse copo”, diz o delegado, que estuda pedir a prisão de Larissa batista Souza caso fique comprovado que Eça manuseou o produto antes de entregá-lo ao companheiro. A Polícia Civil espera obter novas provas e mantém as investigações.
Araújo também aguarda a conclusão da perícia nos celulares do casal. Ele acredita que conversas entre os dois e também com terceiros possam ajudara esclarecer o caso. O inquérito deve ser concluído ainda nesta semana.
Em depoimento na Polícia Civil, Larissa negou que tivesse envenenado o companheiro. A re , advogada de Larissa, mas ainda não recebeu retorno. O espaço segue aberto para a manifestação da defesa.
Entenda o caso
Adenilson e Larissa decidiram comprar o açaí, cada qual com seu celular, aproveitando oferta em um aplicativo de delivery de gêneros alimentícios. Eles optaram , que fica próximo à residência onde moram. Isso ocorreu no dia 5 de fevereiro.

O casal foi até o local de carro. Larissa desceu e apanhou os dois copos, voltando para o carro onde estava Adenilson. Ele disse que ela teria insistido para ele tomar, mas ele não quis.
Chegaram em casa, onde uma câmera de segurança de um vizinho registrou tudo . Larissa entra com seu copo, mas Adenilson deixa o dele no chão e sai com o carro. Ela volta e apanha o copo.
Ele chega mais duas vezes e sai logo em seguida, até finalmente chegar e entrar em casa. Pouco depois, o casal sai e volta à açaiteria. Eles devolvem o produto e voltam para casa.

Pouco mais tarde, a câmera de segurança registra familiares de Adenilson chegando na casa. O irmão pulou o , que estava fechado. Em seguida, saem amparando o rapaz e o colocam no carro para levá-lo até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da avenida 13 de Maio, onde, diante de seu quadro, foi transferido para o HC-UE, sendo entubado e internado na UTI.
A açaiteria forneceu diversas imagens de câmeras de segurança mostrando a produção, entrega e a frente da loja. Nas imagens, é possível ver que Larissa retira o produto e vai até o carro onde estava seu companheiro.
Adenilson, que recebeu alta em 15 de fevereiro, voltou para sua casa. Ele voltou a viver com Larissa e disse que acreditava na inocência da companheira. A re .