Por Equipe JK
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A Polícia Civil interrogou, na manhã desta quinta-feira, diversos suspeitos de integrar a quadrilha que assaltou o Edifício Jatiúca, condomínio de alto padrão, com um apartamento , localizado na rua Campos Sales, centro de Ribeirão Preto.
Pelo menos 10 pessoas fortemente armadas participaram no roubo, que contou, além do núcleo operacional, com núcleos financeiro e de logística. Segundo o delegado responsável pelas investigações, André Baldochi, dos 17 integrantes já identificados, 14 estão presos.
A Polícia Civil não informou quantos presos foram interrogados na manhã, mas a re . Todos os que foram interrogados vieram das penitenciárias onde estão detidos e os interrogatórios ocorreram na presença dos advogados.

Três dos presos, apontados como integrantes do núcleo operacional, Carlos Alberto da Silva, André Luiz Pereira Nunes e Henrique Eduardo Louredo Monteiro estiveram na sede da Delegacia de Investigações Gerais da Divisão Especializada de Investigações Criminais (DIG/DEIC). Além deles, os quatro últimos presos, no final de outubro, Adriano Prates, Merice, Diego de Freitas, Wellington Antônio Prates Caetano e Vinícius Lúdio dos Santos, também foram ouvidos. A re .
Entenda o caso
Na manhã de 24 de setembro, cerca de dez homens armados invadiram o Edifício Jatiúca, condomínio de alto padrão na rua Campos Salles, Centro de Ribeirão Preto. O prédio tem 15 andares, com um apartamento .
Parte do grupo passou a noite em um imóvel alugado no 13º andar. Pela manhã, renderam zelador, , empregadas e moradores que desciam à garagem. As vítimas eram levadas aos apartamentos, onde os criminosos faziam saques e transferências via Pix usando os celulares delas.
A quadrilha fugiu 9h30 em três veículos — dois foram achados incendiados dias depois, e o terceiro, um Caoa Chery Tiggo azul, foi localizado horas após o roubo em um prédio na rua Itaguaçu, no Ipiranga, zona Norte, usado como base de apoio. No local, a polícia encontrou armas, perucas, capuzes, joias, R$ 75 mil em dinheiro e celulares.
As primeiras prisões ocorreram no mesmo dia. Fabiana de Paula Fernandes Miranda e Pablo Rodrigues Cardoso, do núcleo logístico, foram detidos horas após o crime. Fabiana teria feito o Pix do depósito de caução para alugar o apartamento usado no assalto, com documento falso.

Quatro homens do núcleo financeiro — Sidney Américo Vieira, Felipe Moreira da Mata, João Paulo César Freires de Oliveira e Widman Henrique Américo Barbosa — também foram presos no dia do crime, em Itapecerica da Serra e na Estação Sé, em São Paulo. Eles cederam contas bancárias para as transferências via Pix.
O núcleo operacional começou a ser desarticulado em 26 de setembro, com a prisão de Carlos Alberto da Silva. No dia 30, Luís Rinaldo da Silva foi detido na Vila Mariana, na capital, com R$ 7 mil e roupas novas. Em 1º de outubro, André Luiz Pereira Nunes foi preso em Ribeirão Preto, e no dia 3, Henrique Eduardo Loureiro Monteiro, no Jardim João Rossi.
Até então, eram dez presos: dois do núcleo logístico, quatro do financeiro e quatro do operacional. Júlia Moretti de Paula, apontada como integrante dos dois primeiros núcleos, foi identificada e segue foragida.
Com a Operação Cercado, outros quatro suspeitos foram presos, elevando o total a 14 dos 17 já identificados — três do núcleo logístico, seis do financeiro e cinco do operacional. Na ocasião, foram presos Diego de Freitas, Adriano Prates Merice, Wellington Antônio Prates Caetano e Vinícios Lúdio dos Santos.